9 de abr de 2010

Galeria: Cantoras que atuam (de verdade)

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Carla Bruni

Na foto: A capa do primeiro disco da ex-modelo franco-italiana, intitulado Quelqu’un m’a dit (na língua pátria, “alguém me disse”), que marcou o primeiro desbravamento de Bruni fora do âmbito das passarelas, onde fez fama. Anos depois, ela se tornaria primeira-dama. Agora, é o cinema.

Nas telas: Desde Novembro passado que comenta-se a participação de Bruni no projeto que o diretor e roteirista Woody Allen começa a tocar em terras francesas depois de finalizar o estrelado (como sempre) You Will Meet a Tall Dark Stranger, seu mais novo filme londrino. Como é de hábito de Allen manter o roteiro a sete chaves, não se sabe nem mesmo o título do novo filme, que contou ainda com a adesão de Owen Wilson, Rachel McAdams e da ganhadora do Oscar Marion Cottilard. A época da escalação dessa última, também francesa, chegou-se a comentar que Bruni teria sido trocada pelo diretor, que antes havia declarado que adoraria dirigi-la, mas estava receoso que os compromissos de Bruni como primeira-dama atravancassem a produção. Foi só em Março último que a presença da modelo/cantora/primeira-dama foi enfim confirmada para as filmagens, que devem começar no segundo semestre para o lançamento do filme no ano vindouro.

Os filmes: Projeto Francês de Woody Allen (2011).

Os hits: “Quelqu’un M’a Dit” (Quelqu’un M’a Dit – 2003)

My Blueberry Nights

Norah Jones

Na foto: O olhar melancólico sob o vigilante olhar da câmera do chinês Wong Kar Wai, talvez um dos grandes mestres da sensibilidade emocional em atividade no cinema, fica bem marcado na memória mesmo depois que os créditos sobem em Um Beijo Roubado.

Nas telas: Consagrada cantora de blues que expadiu seus horizontes no brilhante último disco, The Fall, e já levou mais Grammys para casa do que muito dinossauro musical por aí, Norah estreou no cinema sob a brilhante direção de Wai. Ele, responsável por romances sensíveis e pesados como 2046 e Amor à Flor da Pele em sua terra natal, apostou num clima mais idílico para sua estreia em terras americanas. Seu roteiro e sua direção são impecáveis, é verdade, mas o filme não seria nada sem a presença etérea de Norah como a adorável protagonista viajante Elizabeth, uma mulher que é chutada pelo namorado, encontra consolo em um dono de lanchonete e decide viajar pelo país para descobrir a si mesma. Mesmo atuando ao lado de gente de respeito como Jude Law, Rachel Weisz, David Strathairn e Natalie Portman, a cantora consegue a proeza de se tornar a alma e a unidade do filme, encantador por natureza.

Os filmes: Um Beijo Roubado (2007), Wah Do Dem (2009, inédito no Brasil)

Os hits:Don’t Know Why” - “Come Away With Me” (Come Away With Me – 2002)                   -                 “Sunrise” (Feels like Home – 2004)                                                                                                            -                 “Thinking About You” (Not Too Late – 2007)                                                                                  -                  “Chasing Pirates” (The Fall – 2009)                                                                                                        -

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Alicia Keys

Na foto: Sexy, quase irreconhecível e mortal com uma arma nas mãos, Alicia estreou no cinema já com uma atuação tão afinada quanto seus vocais, na pele de Georgia Sykes, uma das assassinas da trama rocambolesca de A Última Cartada, tiro no alvo do diretor Joe Carnahan.

Nas telas: Depois de A Última Cartada, Alicia juntou-se a mais dois casts afiadíssimos. Em 2007 foi um pequeno papel em O Diário de Uma Babá, como a melhor amiga da protagonista Scarlett Johansson, jovem recém-formada que vai trabalhar como babá de uma família rica, encabeçada pelos fenomenais Paul Giamatti e Laura Linney. O filme passou meio em branco pelo público, mas a crítica não poupou elogios a toda a escalação do casal de diretores Shari Springer Berman e Robert Pulcini. O momento pivotal para perceber que Alicia é tão boa atuando quanto cantando, no entanto, é o doce (em todos os sentidos) A Vida Secreta das Abelhas. Coadjuvando para Dakota Fanning e se colocando em pé de igualdade com a carismática Queen Latifah e a sempre aplaudida Sophie Okonedo, ela mostra do que é capaz em frente a uma câmera, construindo a primeira personagem completamente convincente de sua carreira. Daqui, muita coisa ainda vai sair.

Os filmes: A Última Cartada (2006), O Diário de Uma Babá (2007), A Vida Secreta das Abelhas (2008).

Os hits:Fallin” - “A Woman’s Worth” (Songs in A Minor, 2001)                                                             -                 “If I Ain’t Got You” - “Diary” (The Diary of Alicia Keys, 2003)                                                  -                 “No One” - “Teenage Love Affair” (As I Am, 2007)                                                                       -                  “Doesn’t Mean Anything” (The Element of Freedom, 2009)                                                      -

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Beyoncé Knowles

Na foto: Pouca gente pode ter reconhecido, mas é fato consumado que Cadillac Records, ainda inédito no Brasil, arquiva a melhor atuação da estrela americana. Tirando, é claro, o fato de que ela volta a interpretar a si mesma na pele de Etta Jones, uma lendária cantora de blues.

Nas telas: Muita gente diz que Beyoncé é boa atriz, e não deixa de ser verdade. Mas também é mais do que claro que ela tem limitações. A estreia em um filme televisivo não provocou alvoroço, mas  Carmen foi o bastante para abrir as portas de Hollywood. Logo ela estava fazendo a mais nova companheira do espião Austin Powers no terceiro filme da série, O Homem do Membro de Ouro. De 2002 para cá foram cinco papéis bem parecidos, começando sem se acertar ao lado de Cuba Gooding Jr na comédia-romântica-musical-gospel Resistindo as Tentações, passando pelo bom momento como a sedutora femme fatale de Steve Martin em A Pantera Cor-de-Rosa, e finalmente chegando a glória a frente do elenco do musical Dreamgirls, um dos mais subestimados da safra recente. O filme é de Jennifer Hudson, é bem verdade, mas há tanto espaço para o restante do elenco que Beyoncé se destacou e levou a primeira indicação ao Globo de Ouro. Primeira e única, já que Cadillac Records e o suspense Obsessiva não colaram com o público.

Os filmes: Carmen: A Hip Opera (2001), Austin Powers e o Homem do Membro de Ouro (2002), Resistindo às Tentações (2003), A Pantera Cor-de-Rosa (2006), Dreamgirls – Em Busca de um Sonho (2006), Cadillac Records (2008), Obsessiva (2009).

Os hits:Cazy in Love” – “Baby Boy” (Dangerously in Love, 2003)                                                          -                 “Déja Vu” - “Irreplaceable” - “Listen” (B’Day, 2006)                                                                   -                  “Halo” - “Single Ladies” - “If I Were a Boy” (I Am… Sasha Fierce, 2008)                          -

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Ser famoso é como estar no colegial. Mas eu não estou interessada em ser a líder de torcida. Não estou interessada em ser Gwen Stefani. Ela é a líder de torcida, eu estou no ‘canto dos fumantes’. E muitos de vocês estão lá também. Quando estamos falando de rock n’ roll, é exatamente como o colegial” (Courtney Love destila seu veneno)

Eu fiquei simplesmente devastada, foi um dia muito triste. Eu não entendo como as pessoas podem ter todos esses fatos e ainda assim fingir que não está havendo nada. O 11 de Setembro foi muito ambíguo. Ninguém podia provar se o governo estava agindo ou não. Você poderia dizer ‘ah, isso é só Michael Moore’. Nova Orleans foi inegável irresponsabilidade” (Madonna, enquanto isso, mostra quanto é politizada)

1 comentários:

Mateus, O Indolente disse...

Por coincidência, vi ontem Cadillac Records na TV por assinatura, e, como dito, Beyoncé se prende aos papéis musicais, interpretando a si mesma quase sempre.

Em relação ao filme com Norah Jones, não gostei, não por causa da cantora/atriz, a achei bastante convincente, na verdade.

Abraço.
Cinema para Desocupados