7 de jun de 2010

Novidades – O MTV Movie Awards 2010

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Astro é astro. Há quem torça o nariz para o famoso sorriso do ator, mas é preciso reconhecer, às vezes, a inteligência e a absoluta falta de pudor de Tom Cruise. Careca e gordo, re-encarnando o hoje lendário produtor Les Grossman, seu personagem “rouba-cenas” no hilário Trovão Tropical, Cruise tomou parte do que foi, simplesmente, o melhor momento de todo o MTV Movie Awards 2010. Depois de uma propositalmente vergonhosa (e hilariantemente ridícula) “performance” de Ken Jeong, outra das inesperadas estrelas da noite, Cruise/Grossman surtou, subiu ao palco e fez a plateia sacudir com um desempenho surpreendente no hip hop. Sim, ele teve a ajuda de quem entende do assunto: Ludacris nos vocais e J.Lo como parceira de dança, mas que Cruise conseguiu fazer de uma piada essencialmente repetida um momento absolutamente inesperado e brilhante, ninguém duvida. Sem medo do ridículo, sem amarras, Cruise mostrou quem o verdadeiro ator não pode temer o vexame ou se prender a vaidade e, ainda mais, provou-se um astro que ainda faz a cabeça do público jovem.

awards 2Quem também garantiu a diversão de qualidade da noite foi Sandra Bullock, que subiu ao palco para receber o Generation Awards, concedido a artistas que marcaram a “geração MTV”, como a única mulher a receber o troféu até o presente momento, despachou os muitos comentários maldosos que andaram surgindo sobre o motivo de sua separação do cantor Jesse James e ainda ficou responsável pelo momento “beijo inesperado”, obrigatório em qualquer festa da MTV que se preze. A vítima da vez, para o delírio do público-macho, foi a lindíssima Scarlett Johansson, em uma cena tão obviamente planejada quanto inevitavelmente, assim digamos, “interessante”. Ou, ao menos, deu algo para se falar no MTV Movie Awards 2010.

Mesmo porque, nas premiações, nada de muito surpreendente aconteceu. Saudado como um gigantesco comercial para a saga Crepúsculo mas, a bem da verdade, um prêmio concedido ao tipo de obra que faz a cabeça do público adolescente, o Movie Awards consagrou Lua Nova como a mania teen do momento com cinco troféus. Entre eles, aliás, o de Melhor Atuação Feminina para Kristen Stewart, prêmio este que pertencia, por convenção e mérito, a própria Sandra por seu momento máximo em Um Sonho Possível. O romance vampiresco levou também Melhor Atuação Masculina para Robert Pattinson (sejamos sinceros, não haviam concorrentes tão bons para se chamar a escolha de injustiça), Melhor Cena de Beijo (entre o casal principal, que fez ceninha no palco com um selinho rápido até demais), Astro Global (Pattinson de novo) e até o prêmio maior da noite: o de Melhor Filme. Indignado com alguns desses? Pois o pior está por vir.

Confesso que sou fã de carteirinha de Harry Potter, e até torci por Daniel Radcliffe e Emma Watson em suas categorias. E nada contra Tom Felton, tampouco, um intérprete mais do que competente, especialmente no último filme da saga, em que Draco Malfoy tem seus melhores momentos. Ainda assim, nada para bater Christoph Waltz e seu nazista cínico em Bastardos Inglórios, talvez a maior atuação masculina do ano que passou. No voto do público, no entanto, o jovem, estiloso e gente fina intérprete do rival teen do herói da saga saiu vitorioso em Melhor Vilão sobre o nem tão jovem, nem tão estiloso, muito mais talentoso e igualmente gente fina Waltz. Diante dessa lista, salvam-se Zach Galifianakis como Melhor Performance Cômica pelo papel no divertido Se Beber Não Case, e a talentosa Anna Kendrick como Revelação do Ano pela atuação espetacular em Amor Sem Escalas. De resto, muita modinha, pouco pensamento, pouco talento.

Para a MTV, que deveria premiar a nova geração recheada de talentos que celebra, uma noite um tanto decepcionante. Para quem foi esperando um show, no entanto, a emissora entregou o de sempre, com um gosto um tanto especial. E fica a dica: da próxima vez, dêem mais espaço para o apresentador do prêmio fazer valer seu cargo. Pobre Aziz Ansari, espremido entre atrações, pouco teve a fazer. É a vida… Quem sabe na próxima.

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As prévias

Sempre marcantes nas edições do Movie Awards, o prêmio cinematográfico de 2010 da emissora contou com uma trinca de prévias exclusivas de três dos filmes mais esperados desse ano.

Logo de cara, é claro, a onipresente saga Crepúsculo deu as caras com o clip de Eclipse, o próximo tomo da série de Stephenie Meyer a chegar a celulóide. Dessa vez a direção ficou nas mãos mais viscerais de David Slade. Conhecido pelo também vampiresco 30 Dias de Noite e pelo perverso thriller de Meninamá.com, o diretor deu um toque de elegância sombria que nem Catherine Hardwicke nem Chris weitz conseguiram imprimir. Eles fizeram os filmes certos para as tramas certas, mas é o tom de Slade que parece o ideal para que Crepúsculo atinja um público além das meninas histéricas que suspiram por Pattinson e Taylor Lautner. O clip é curto e poucas cenas agradam a olhos treinados, mas ao menos os flashes do momento de ação da trama, de escopo bem maior do que os dois primeiros, parecem feitos de forma épica, intensa e impactante. Lautner ainda não aprendeu a atuar de verdade, e Pattinson continua o mais competente do trio principal, com Stewart tendo pouco o que fazer com um personagem tão passivo.

Em seguida, o bacana Scott Pilgrim vs. The World teve seu preview apresentado pelo próprio diretor, o tarimbado Edgar Wright, parceiro de longa data do comediante inglês Simon Pegg e arriscando seu primeiro vôo solo na história do garoto que passa por uma odisséia mezzo fantasia, mezzo romântica para derrotar os sete ex-namorados malvados de sua nova garota e, assim, ser o dono do coração dela. Pura desculpa para um elenco afinado comandado por Michael Cera e co-estrelado por Mary Elizabeth Winstead, Kieran Culkin, Chris Evans, Anna Kendrick, Brandon Routh e Jason Schwartzman, comandar um festival de gags apoiado pelos recursos aparentemente infindáveis de Wright. O trailer lembra muito a mistura de pop e trash de Zumbilândia, mas o filme deve garantir, ao menos, umas boas risadas, se não um pouco mais do que isso.

Por fim, e jamais menos importante, As Relíquias da Morte - Parte I, o começo do fim da saga do bruxo adolescente Harry Potter, trouxe para o palco do Movie Awards o que pode muito bem ser o preview mais empolgante desde, bom, desde que o primeiro filme estreou. Ao menos aos olhos de um fã, o mero um minuto do trailer, recheado de cenas novas e momentos marcantes, é o mais perto da sensação épica, emocional, conclusiva, grandiosa e radical que J.K. Rowling imputiu no final de sua saga que um filme vai poder alcançar. As expectativas aumentam com aperitivos das atuações de Radcliffe, Watson e Grint, aparetemente mais afinados do que nunca com seus personagens, especialmente o último, em um trecho de dar arrepios em quem vem acompanhando a jornada dos três amigos por todos esses anos. A direção de David Yates promete força e realismo condizentes com o mundo criado, em grande parte por ele, para a saga de Potter nos cinemas, e o roteiro de David Kloves parece mais insanamente criativo (e, ainda assim, fielmente leal ao livro) desde que o inglês começou a escrever a série, no primeiro filme. É esperar até Novembro para o começo do fim. As unhas já estão indo embora de ansiedade.

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Os shows

Katy Perry fez furor, deu entrevistas, anunciou a primeira performance ao vivo de seu novo hit “California Gurls” no Movie Awards 2010 como o grande acontecimento da noite, brincou que ia ficar nua no palco para a apresentação e, no fim, fez só o feijão com arroz. Snoop Dogg estava lá com seu senso ridículo de estilo de sempre, Perry botou peruca azul e desceu surfando até o palco, em trajes reveladores, é verdade, mas nem de longe tanto quanto a cantora prometia. Para uma canção que tem o estado mais “quente” da nação americana no nome, uma performance friazinha, friazinha. Gelada, aliás, perto do que fez Christina Aguilera.

Comparações não faltam desde o lançamento do seu novo disco, Bi-o-nic. Há quem diga que ela deu de emular Lady Gaga, há quem a defenda pelos anos de carreira que tem somados na ficha, e na noite passada deu pra ouvir gente citando Cyndi Lauper e Madonna como inspirações para a apresentação explosiva da cantora. A verdade é que Aguilera tem uma voz brilhante, um estilo não exatamente único, mas particular de uma forma um tanto estranha, e faz uma mistura do pop agressivo que está na moda com um visual retrô, um show de luzes, cores e danças e um ato pop de dar inveja a muita cantorazinha experiente por aí. Do disco eu não falo, mesmo porque não o ouvi, mas, por enquanto, Christina continua dignamente detentora do meu profundo respeito.

60664743Ed Helms, Ken Jeong

“Minha mãe não me deixava assistir aos Smurfs quando eu era criança. Ela achava que a Smurfette parecia um pouco puta sendo a única mulher da vila. Agora eu a mostrei! Eu acabei de ligar pra ela, e foi tipo: ‘advinha, mãe? eu sou a Smurfette’”

(Katy Perry brinca com a peruca azul no tapete vermelho)

Eu estou mais focado em trazer Entourage para as telas do que nos meus próprios filmes. Eu só acho que podemos fazer um grande filme. As pessoas sempre quiseram o filme e reclamavam que os episódios eram muito curtos – eles sempre quiseram mais. Eu penso que vamos conseguir fazê-lo e essa temporada é, de longe,  a melhor até agora”

(Mark Wahlberg atiça os fãs de Entourage, da qual é produtor)

1 comentários:

Babi Leão disse...

Que decepção ! Quanto coisa estranha !
E que contraste que foi o beijo de Sandra Bullock com Scarlett Johansson com o de Pattinson e Stewart ! E o que foi esse comentario da Katy Perry ?!
Pelo amor viu .. diante disso o que nos resta são suas palavras excelentes !

Beijao !
p.s: perceba a minha indignação ! kkkk