7 de jul de 2010

Galeria – Os mais influentes da Time

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Líderes: Luís Inácio Lula da Silva

A foto: 63ª Assembleia da ONU, Setembro de 2008, em Nova York, o presidente brasileiro em seu discurso, no qual, segundo o Globo Online, Lula defendeu a capacidade dos países sul-americanos de resolver seus problemas sem a interferência das nações desenvolvidas europeias.

A história: A história de Lula não é novidade para ninguém no Brasil, mas não custa nada lembrar para os críticos que, ao menos simbolicamente, o presidente ainda é o primeiro a ser eleito por uma maioria verdadeiramente popular, uma vez que representou, após três tentativas frustradas de ocupar o cargo-maior da nação, a vitória da camada baixa da população, notoriamente apegada ao político vindo de família pobre, que trabalhou como engraxate e perdeu parte de um dedo em outro emprego, de metalúrgico. Foi nessa posição que Lula fundou o PT, hoje tão difamado, com ideais um tanto comunistas e posição notavelmente esquerdista. Se ele entrou no jogo da política depois que foi eleito? Bem, não odeie o jogador, odeie o jogo. Lula fez, senão mais que, tanto quanto todos os outros presidentes pelo Brasil, internamente, e nunca um líder tupiniquim foi tão notado fora de nossas fronteiras. Daqui para frente? Só Deus sabe.

A lista: Criticado infinitamente dentro de fronteiras brasileiras, a apreciação internacional do presidente Lula foi apenas confirmada pela eleição da Time, que o apontou como a pessoa mais influente do mundo entre os líderes políticos. A lista incluía ainda o presidente americano Barack Obama (4º), e a governadora do Alaska e figura polêmica Sarah Palin (9º).

Segundo a Time: “O que Lula quer alcançar para o Brasil é o que nós costumávamos chamar de ‘sonho americano’. Os Estados Unidos, contrastantemente, onde a parcela de 1% da população rica movimenta mais dinheiro que os outros 95% juntos, está caminhado para uma sociedade que se parece cada vez mais com o Brasil” – Michael Moore

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Heróis: Bill Clinton

A foto: Raposa política que é, Clinton discursa, derrentendo-se em elogios, em um almoço-evento com o empresário e editor do Pittsburgh Tribune Richard Mellon-Scaife, um dos 400 mais ricos da Forbes, que chegou a apoiar acusações de assassinatos dirigidas ao Senador. Os amigos perto…

A história: E depois dizem que brasileiro é que tem memória curta. Sim, eles elegeram Obama, mas esse breve momento de lucidez não significa que a política americana está isenta de seus pequenos pecados. Capitais, inclusive. A luxúria denunciou Clinto quanto dele ocupava o cargo máximo da nação americana em 1998, quando a estagiária Linda Tripp levou a público as fitas e a confissão de sua amiga, Monica Lewinski, outra estagiária da Casa Branca, que tinha encontros sexuais com o presidente desde 1995. Hoje, no entanto, após renunciar do cargo, de tornar o segundo presidente americano a sofrer impeachment e conseguir o perdão público da mulher, a não menos esperta Hillary Clinton, hoje Secretária de Estado do governo Obama, e manter-se relativamente afastado dos holofotes, Clinton é lembrado como o grande herói do imaginário americano. Nós, ao menos, não reverenciamos Fernando Collor e, nos últimos tempos, andamos desprezando Sarney.

A lista: Clinton encabeça uma lista extremamente variada e frqüentemente surpreendente. Se é Bono Vox quem fala sobre Clinton, Ben Stiller (4º) não fica atrás e recebe a certificação de ninguém menos que Robert DeNiro, e Jet Li (18º) é comentado por Donatela Versace. Também na lista estão Serena Williams (19º) e Didier Drogba (10º).

Segundo a Time: “De onde eu venho, ele é uma figura mítica. Como no Haiti, como na África – um homem que atrai multidões onde vai. Rockstars não podem ser presidentes (sorte a de vocês), mas todos nós temos razões para agradecer que presidentes possam ser rockstars” – Bono Vox

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Artistas: Lady Gaga

A foto: Sendo presa por assassinar o namorado, envenenando meio restaurante, entregando-se a um amor que não o é verdadeiramente ou cantando sobre as amarguras da morte, a verdade é que Gaga representa a música pop mais de verdade, mais completa e mais autêntica da atualidade.

A história: Gaga cresceu e apareceu em menos de um ano, tomou meio mundo com sua música pop dançante, seus clips mirabolantes e visuais bizarros, e no processo muita gente não teve o cuidado de notar que o que ela faz é, autenticamente, nada mais que um retrato do nosso próprio mundo. Exagerado, é verdade, sem sombra de dúvida moldado pelas marcas da vida atribulada da Stefani Joanne Angelina Germanotta que Gaga era antes de fazer o sucesso que faz, mas indiscutivelmente real. Ou vai dizer que você nunca se perguntou até onde fãs e imprensa vão por causa de algum famoso banal qualquer, nem se deparou com gente fútil dançando sem parar, sem se preocupar com as conseqüências nem com o quanto dinheiro tudo aquilo iria custar para seus pais? Senão, é melhor acordar e olhar com um pouco mais de atenção para o The Fame, para o The Fame Monster e para os muitos que hão de vir depois deles, é claro.

A lista: Gaga encabeça a lista por méritos, mas no meio dos artistas também tem Kathryn Bigelow (3º) por Oliver Stone, Robert Pattinson (6º) por Chris Weitz, a dupla criadora de Lost Carlton Cuse & Damons Lindelof (11º), Prince (12º) por Usher, o diretor de Distrito 9 Neill Blomkamp (16º) por Ridley Scott e James Cameron (25º) pela parceira de longa data Sigourney Weaver.

Segundo a Time:Quando ‘Bad Romance’ começa, a música gruda em seus ouvidos no mesmo momento. E então ela começa com ‘I wat your ugly, I wat your disease’, e de repente, você está ouvindo-a! A maioria das coisas no rádio não é muito inteligente, mas Gaga apresenta suas ideias de forma sofisticada. Ela tem uma sensibilidade pop incrível.” – Cyndi Lauper

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Pensadores: Zaha Hadid

A foto: Entrevistada pela Guardian britânica após o anuncio de que o design do centro aquático de Londres para as Olimpíadas de 2012 seria assinado por ela, a arquiteta iraquiana, hoje apreciada no mundo inteiro, respondeu com elegância questões espinhosas sobre o orçamento estourado.

A história: Nascida em Bagdá quando chegávamos a metade do século passado, Hadid se tornou uma das arquitetas e designers mais influentes de nosso tempo percorrendo um longo caminho. De visionária cujos desenhos eram praticamente impossíveis de construir, passando por sócia de um pequeno escritório de arquitetura em Londres, onde reside até hoje, Hadid se tornou a primeira mulher a receber o Pritzker Prize, equivalente arquitetônico do prêmio Nobel. Também é membro da mesa de editores da Enciclopédia Britânica, dona de uma firma com mais de 350 empregados em Londres e líder do projeto arquitetônico mais vigiado da atualidade, o Dongdaemun Design Plaza & Park, em Seoul, na Coréia do Sul, prestes a ser nomeada também como a capital mundial do design, em 2011. E ser listada não é novidade para ela: foi eleita a 69ª mulher mais poderosa do mundo pela Forbes, em 2008. Agora, é a “pensadora” mais influente do mundo segundo a Time.

A lista: Hadid encabeça a lista que tem a dupla de doutores Douglas Schwartzentruber e Larry Kwak (3º), ambos trabalhando (em laboratórios separados) pela cura do câncer, o guru tecnológico Jaron Lanier (6º), o líder da luta contra a AIDS Victor Pinchuk (7º), o “homem da maçã” Steve Jobs (11º) e os debatentes políticos ianques David Boies e Theodore Olson (19º).

Segundo a Time: “Quando eu conheci Zaha, eu descobri que sua pessoa personificava o trabalho. Forte. Sensual. Icônica. Ela comanda o espaço ao redor dela – não de uma forma dura, mas em uma que te seduz com facilidade. Ela tem muito estilo – seu cabelo, sua voz, suas roupas, sua luminosidade. Ela é uma mulher de cultura. Nascida e criada no Iraque, ela faz uma ponte entre Oriente e Ocidente com pura sofisticação.” – Donna Karan

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Quando era jovem, Steve Jobs, o presidente da Apple, decidiu que seria o Beatle da computação. Eu disse um dia que faço o que os Beatles fariam se fizessem escultura, e posso apreciar o quanto Steve, 55, aplica o ideal de otimismo deles em seu trabalho. As ferramentas que ele nos deu, do Mac no meu estúdio ao iPhone no meu bolso, são como janelas novas e limpas entre nós mesmos e o nosso trabalho.”

(Jeff Koons, artista nova-iorquino, sobre Steve Jobs)

Apesar da enorme acolhida crítica, o filme dela foi um naufrágio financeiro – como todos os filmes sobre a Guerra do Iraque. A questão permanece: porque, apesar do caso de amor do nosso país com a violência, os americanos se recusam a ver esses filmes realistas? Com ‘Guerra ao Terror’, Bigelow impiedosamente colocou seu dedo no trágico coração da ferida americana: nossa inperícia em encarar a nós mesmos.”

(Oliver Stone, cineasta ianque, sobre Kathryn Bigelow)

3 comentários:

Mateus Souza disse...

É triste pensar numa geração jovem influenciada por Lady Gaga...

TEIA disse...

Olá Caio.
Seu post foi publicado na teia .
Cá entre nós!!Lady Gaga,o mundo realmente está perdido !! rsrsr.
Me mande seu banner para eu colocar entre meus parceiros e se quiser colocar o nosso no Anagrama ficariamos muito felizes!
Até mais e parabéns pelo post!

Daniel Silva disse...

quando vejo que uma lista dos mais influentes tem a lady gaga, é que o mundo tá perdido mesmo.

abraço