22 de nov de 2010

Decifradores – Entrevista: Marcelo Antunes

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Algumas pessoas tem o dom de dizer a coisa certa, na hora certa. O segredo para o feito prodigioso eu não sei, mas você talvez tenha vontade de perguntar ao Marcelo Antunes depois de algum tempo acompanhando o seu blog, o Diz que Fui Por Aí. Sempre descontraído, sempre com um texto fluído que, ele mesmo define aqui nessa entrevista, soa como se o leitor estivesse batendo um papo com o escritor, o Marcelo e o seu blog entraram para minha lista de “coisas a fazer quando quero aliviar o stress”. Ele faz o tipo de coisa que eu jamais conseguiria fazer aqui, e isso faz do blog dele um respiro de alívio frente a todas as pressoes que todos somos obrigados a enfrentar todos os dias.

O Diz sempre me faz abrir um sorriso, e foi esse mesmo sorriso que apareceu ao ler as repostas dessa entrevista. Espero que faça o mesmo efeito em você, leitor. Porque, acreditem ou nao, o riso ainda é o melhor remédio. E o Marcelo, unindo humor a cultura pop e divagações sobre o mundo em que vivemos num tom leve, sabe disso melhor do que ninguém.

Parte Um: As letras…

Uma palavra: Mexerica.

Um filme: Só um?! “Na Natureza Selvagem” (Into The Wild, 2007), só pra citar um mais recente.

Uma série de TV: “Glee” (2009-????) e “Beverly Hills, 90210” (1990-2000), pelos velhos tempos.

Um ator: Montgomery Clift.            Uma atriz: Bette Davis.                     Um diretor: Martin Scorsese.

Uma citação: “Eu tenho três vidas: a minha, a que os outros inventam e a que minha mãe pensa que eu tenho” (só não me pergunte o autor).

Um blog: Podia citar vários, inclusive o seu, mas para evitar saia justa, lá vai um que eu leio muito: o Pensar Enlouquece, Pense Nisso (http://www.interney.net/blogs/imagaki/).

Uma celebridade: Amy Winehouse.

Dia ou noite? Tarde.                           Inverno ou verão? Outono.                     Acaso ou destino? Escolhas.

Twitter ou Orkut? Facebook.                Orkut ou Blogger? MSN (passem os seus aí!).

A mulher perfeita: Audrey Hepburn.

Último filme que viu: “Eu Matei Minha Mãe” (J’ai tué ma mère, 2009).     

Tocando agora: Love Will Tear Us Apart – Joy Division.

Parte Dois: O Anagrama…

Escrevo porque…

É o que eu faço de menos pior.

O que seu filme preferido te ensinou? E porque é seu filme preferido?

Me ensinou que “happiness is only real when shared” (“a felicidade só é real compartilhada”, frase do filme Na Natureza Selvagem). É meu preferido porque a mistura deu certo: uma grande história, uma competente direção, uma atuação espetacular.

Planeja antes de escrever ou deixa as coisas fluírem conforme escreve?

Fluir, sempre.

Para quê você gostaria de ter mais tempo? E no que você gasta tempo demais?

Gostaria de ter mais tempo para estar com os amigos. E gasto tempo demais na Internet. Fato.

Na Internet as pessoas mudam? E, além disso, ela é capaz de mudar a vida das pessoas? Se sim, como mudou a sua?

Acho que as pessoas mudam, sim. A Internet mudou a vida das pessoas? Sim. Pra pior ou pra melhor? Não sei. Espero que pra melhor. O fato é que, até pouco tempo, as pessoas sobreviviam sem tudo isso. Mas é inegável que é espetacular se ter o mundo ao toque do mouse. Além do mais, há todo o lance das relações. Críticas a parte, acho que é o ponto positivo, pensar que é possível interagir, através da tela do PC, com gente de todo o tipo, com diferentes níveis intelectuais, econômicos e – taí a melhor parte – que vivem nos lugares mais distantes do mundo.

Como você compara música nacional e internacional? Qual escuta mais e porquê?

Não comparo. Eu gosto de boa música. Sou de fases, mas acho que é meio a meio.

Como define sua forma de escrever, seu blog e a si mesmo?

Uma vez, me falaram que eu escrevo como se falasse com o leitor. Minha escrita é simples e descontraída, como eu. E pronto.

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Imagens recentemente usadas no blog do Marcelo

P.S.: Sexta-feira foi a estreia do primeiro capítulo de Relíquias da Morte, a derradeira trama da série Harry Potter. Como fã, cinéfilo e crítico, esse escriba que vos fala estava lá, conferindo o evento cinematográfico do ano. Como não estamos em semana de cinema por aqui, meu parecer acabou indo parar no Cinema Total, um site para o qual venho contribuindo ultimamente. Divirtam-se, amigos pottermaníacos! ;D

Disso tudo, o que mais lhe doía era saber que jamais fora amada de verdade. Céus como ansiara por isso! Como sonhara ser desejada por um homem, sentir seu cheiro, beijar sua boca, sentir o seu corpo contra o seu. Mas como a Carolina da canção, ‘a vida passou na janela’ e só ela não viu. Pior: viu, sim. Viu totos indo e vindo – e ela ficando”

(Marcelo Antunes, em “It’s Now or Never”)

2 comentários:

Marcelo A. disse...

Nossa, Caio, vergonha das respostas que eu dei! Eu devia estar bêbado! Uahahahaa!!! Mas valeu, valeu mesmo pela parte que me toca - se bem que, acredito mesmo, de verdade, que é mais bondade sua que outra coisa...

Bom estar por aqui!

=)

Abração!

Fabioc disse...

Caio, parabéns por manter esse quadro no sue blog e trazer sempre blogs e blogueiros interessantes. A minha entrevista repercutiu muito bem entre meus amigos e familiares, isso que eu nem divulguei nada...

parabéns ao Marcelo por ter o dom de usar o texto descrontraído. Eu não consigo manter isso sempre, às vezes acho meu texto meio que formal demais.

Obs.: Li seu texto sobre HP la no outro blog, como nao consegui comentar lá, comento aqui: Harry Potter superou minhas expectativas, foi uma obra prima que retratou quase que fielmente outra obra prima. Cinema e livro são linguagens diferentes, mas ali elas pareceram muito similares.
Só não gostei de duas coisas: 1) a dancinha do Harry com a Hermione começou bem, mas terminou mal. Aquele olhar constrangedor sugeriu que ia rolar um beijo entre eles, o que fugia muito do contexto. Pode até ser que essa não tenha sido a intenção, mas é o que a maioria das pessoas entendeu. 2) Achei que o Monstro poderia ter seu momento de "bondade e redenção", como no livro. Ali ele só apareceu como o mesmo elfo preconceituoso e rabugento. No livro ele muda. Isso aumentaria uns 2 minutos no filme.
Mesmo assim sai contando os dias pro capítulo final. Atuações PERFEITAS do trio principal.