17 de fev de 2012

05 álbuns que completam 10 anos em 2012 (e que merecem ser celebrados)

listas musica

por Caio Coletti

Estamos há 12 anos no terceiro milênio (apesar de algumas pessoas ainda pensarem que este é o segundo, como eu pude constatar no meu Facebook no último dia 07), e em plena segunda década dos anos 2000, ainda tem gente que acha que não se produz nada de qualidade, artisticamente como um todo, hoje em dia. Ou, talvez mais certeiramente, nada que “sobreviva ao tempo” como algumas relíquias culturais de décadas atrás sobreviveram. Pois estamos aqui pra provar o contrário. Os cinco álbuns listados abaixo completam uma década de lançamento esse ano. E, além de sua influência ser sentida até hoje no mundo da música (o que prova sua importância histórica), eles continuam sendo peças brilhantes e fortes de música. Pièces de resistance, por assim dizer. Enfim, um pouco de nostalgia terceiro milênio para rebater a nostalgia crônica daqueles que não entraram nele ainda. Divirtam-se.

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5ª posição18 (Moby)

Ouvir Moby em um momento inspirado é uma experiência tão imersiva e tão completa que fica até difícil descrevê-la. 18, seu álbum mais downtempo e voltado para a música ambiente, é também um mergulho na música negra americana, em que o DJ brinca com batidas, cordas e teclados, ora emulando a disco dos anos 70, ora o dance dos anos 90, com pequenos toques de soul, tudo para complementar samples saídos diretos da década de 50, do gospel e da black music americana. O hit “We Are All Made of Stars”, ironicamente, é um peixe fora d’água aqui. Mas é também uma introdução lírica perfeita, um tanto irônica e um tanto reverente, a brincadeira contemplativa que Moby nos propõe nesse álbum talvez longo demais, mas indiscutivelmente brilhante.

As que marcaram: We Are All Made Of Stars - In This World

As que você precisa ouvir: In My Heart - Sunday (The Day Before My Brithday)

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4ª posiçãoCome Away With Me (Norah Jones)

Este álbum de estréia não é o melhor que Norah pode fazer, e isso foi provado com as coleções de inéditas que o sucederam, mas segue com o mérito de ter apresentado uma voz e uma sensibilidade musical únicas no cenário mainstream. Apesar de não ser todo jazz (nem todo folk, nem todo country, nem todo pop, e sim uma mistura de tudo isso), Come Away With Me é mais lembrado pelas sombras do gênero que pairam sobre ele, e o seu inacreditável sucesso na época do lançamento indiscutivelmente tomou parte no renascimento da soul music, do jazz e do blues que presenciamos nessa década. Não que isso realmente importe com a voz de Norah escorrendo pelas melodias de “Come Away With Me” e “The Nearness of You”, para citar as duas melhores.

As que marcaram: Don't Know Why - Come Away With Me

As que você precisa ouvir: Cold Cold Heart - The Nearness of You

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3ª posição – Let Go (Avril Lavigne)

Um dos nomes que mais marcaram a música nos anos 2000, Avril Lavigne estreou como a garota linda com jeito de moleque e letras revoltadinhas nesse Let Go. O impacto cultural do álbum é absolutamente inegável: além de se marcar como a voz de toda uma geração de adolescentes e pré-adolescentes, Avril também abriu as portas para o segmento do pop-rock voltado ao público jovem, que seria exaustivamente explorado pelos pupilos do Disney Channel. Sua qualidade tende a ser matéria de mais polêmica, mas uma polêmica não justificada: Let Go é um álbum pop-rock redondinho, que vai com facilidade das baladas acústicas aos sons mais pesados, tudo levado com doçura e astúcia pelos vocais de Avril, na época com 18 anos.

As que marcaram: Complicated - Sk8er Boy - I'm With You

As que você precisa ouvir: Tomorrow - Things I'll Never Say

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2ª posição – Songs About Jane (Maroon 5)

Pode não parecer, mas o Maroon 5 abriu muitas portas para o mundo da música nesse terceiro milênio, sem com isso deixar de ser absolutamente único com sua vibração urbana, seu groove funkeado e sua dualidade sexy/doce. Se não fosse o sucesso absurdo de Songs About Jane, não teríamos (ou ao menos não da forma como temos) OneRepublic, The Fray, The Script, Kris Allen e seus companheiros pop rock, rotulados em terras americanas como “adult contemporary”. Para além da influência e do sucesso, o primeiro álbum da banda continua sendo uma obra profundamente pessoal e tocante, ao mesmo tempo que recheada de apelo funk. E, claro, Adam Levine é uma das vozes mais flexíveis, certeiras e marcantes do século.

As que marcaram: This Love - She Will Be LovedSunday Morning

As que você precisa ouvir: Shiver - Secret - Not Coming Home

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1ª posição – Fever (Kylie Minogue)

Eu não vou te pedir para esquecer o “na-na-na” de “Can’t Get You Out of My Head” porque sei que isso é um tanto quanto impossível, mas Fever, o álbum mais comentado, vendido e influente de Kylie Minogue até hoje, tem muito mais a oferecer. A australiana confeccionou aqui a peça que estabeleceu o electropop e o synthpop como a tendência dominante dos anos 2000, e o fez com a mesma elegância, graça, balanço e otimismo que são suas marcas registradas. É fácil perceber que se está ouvindo um álbum de Kylie quando a seleção de faixas abre, segue e fecha com hits natos feitos sob medida para a voz insinuante da cantora. Para uma artista cuja grande qualidade é a assinatura que deixa em tudo o que faz, Fever é o álbum mais Kylie… de Kylie.

As que marcaram: Can't Get You Out of My Head - Love At First Sight

As que você precisa ouvir: Love Affair - Burning Up

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“Why don’t you and I hold each other/ And fly to the moon and straight on to heaven?/’Cause without you they’re never going to let me in”
(Santana & Alex Band em “Why Don’t You And I”)

“When they stop and stare – don’t worry me/ ‘Cause I’m feeling for her what she’s feeling for me/ I can try to pretend, I can try to forget/ But it’s driving me mad, going out of my head”
(t.A.T.u. em “All The Things She Said”)

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