19 de mai de 2012

Anos 90: re-criando moda.

por Bebé Ribeiro
(TwitterTumblr)

Olá, queridos e queridas do mundo fashion! Pelo que vocês perceberam, os colunistas de moda d’O Anagrama estão dentro de uma máquina do tempo fashion trazendo de volta a vocês o mundo fashion das décadas anteriores. O Gui trouxe o setentismo de volta, mostrando a influência hippie que tomou conta da década de 70, a qual é embalada por muita música, calças boca-de-sino, black power e muitas outras extravagâncias. Já a Gabis relatou a força total dos anos 80, destacando o exagero presente na época, em que doses de glitter e neon reinavam as famosas pistas das discotecas. E agora estou eu na missão de contar um pouco mais sobre o mundo fashion numa década em que vivi minha infância: os anos 90.

Confesso que quando recebi a "ordem" de escrever sobre o período torci o nariz e já pedi pra escrever sobre os anos 60, porém meu pedido não foi aceito (né Caio! hahaha). Mas durante a pesquisa de material pra escrever pra vocês, percebi que a idéia que tinha sobre a moda noventista (existe? se não, oi neologismo) era equivocada. Apesar de pouca criatividade, na época houve o mais importante: transformação. A década de 90 veio para provar que realmente há um ciclo que envolve a moda, e este se tornou mais forte a partir desse momento.

Até a metade da década de 90, o exagero oitentista ainda tomava conta. Jeans coloridos e as blusas segunda-pele invadiram as vitrines, e houve uma maior atenção à moda íntima, que criou peças para serem usadas à mostra, utilizando novos materiais, texturas e cores. Entretanto, no meio de todo esse boom de exageros há o minimalismo, com sua simplicidade e linhas retas, tendo como principais difusores Calvin Klein e Helmunt Lang, sempre explorando cores neutras, geometria no recorte das peças sempre com o lema "menos é mais".

Essa década respira o estilo Grunge, diretamente de Seattle. Kurt Cobain é considerado o grande mentor do movimento, o qual em pouco tempo ganhou força total. O Nirvana é a banda de maior exemplo, mas acabou logo em 1994 após a morte do líder. Outras bandas do movimento que surgiram na época foram Pearl Jam, Alice In Chains, Stone Temple Pilots e Soundgarden. O movimento também invadiu o guarda roupa dos jovens e de uma geração. As camisas xadrez de flanela (amo, eu e meu pai temos várias no guarda roupa), os jeans rasgados e os tênis all star viraram marca registrada desse momento fashion.

A época também foi marcada pela extrema valorização da marca, e apesar de ser menos chocante que a década anterior, foi uma época que deixou a desejar no quesito criatividade. Marcas como Levis, Gap, Banana Republic, New Balance e Ralph Lauren foram uniforme da maioria dos que não abriam mão de usar "roupas de grife”. Outros modismos da época que marcaram foi o moletom amarrado na cintura, usar bonés com a aba pra trás (EU USAVA AOS 3 ANOS DE IDADE, minha mãe sofreu com essa minha mania, rs) a Rollerblade Mania (quantas cicatrizes dessa época você ainda deve ter hein?).

Assim como o rock influenciou o movimento grunge a criar um próprio estilo de se vestir, o pop também tomou posição no quesito fashion. Duvido que você nunca usou nenhum modelito a lá Backstreet Boys ou então ficou dançando na frente do espelho com uma plataforma digna de uma spice girl. Agasalhos esportivos com um toque estilizado marcaram presença e deixaram de serem usados apenas em atividades físicas, mas também no cotidiano, sem contar no adeus à cintura alta, fazendo com que calças baixas e umbigos de fora fossem o novo must do momento.

Como pode se notar, a década de noventa não deixou a desejar pelo fato de reinventar modismos das décadas anteriores. Assim como criar, trazer algo novo utilizando algo que já foi criado é um desafio e tanto, principalmente a uma sociedade que estava constantemente mudando seus valores e estereótipos.

Este foi um resumão fashion sobre os 90’s, espero que tenham gostado desta pequena viagem ao passado. Dia 19 do próximo mês tem muito muito muito mais.Te espero aqui, hein? Não vá se esquecer, haha. Beijos.

Bebé Ribeiro escreve todo dia 19.

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