24 de set de 2012

God Save the QUEEN!

gstq-1-30Pablo Padin, vocalista, em show do God Save The Queen.

por Gabis Paganotto
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Rolou nessa ultima quinta-feira (20) em São Paulo, na casa de shows Cine Jóia, a apresentação da banda God Save The Queen. Pra quem não conhece o trabalho, ela é responsável por um dos maiores covers e tributos à banda Queen existentes no mundo hoje. Essa é a quinta vez que a banda se apresenta no Brasil, sempre arrastando os grandes fãs do original Queen para seus shows. Após presenciar o show de quinta feira entendi o porque de tamanho alvoroço por uma banda cover. O vocalista da banda formada em 1998, Pablo Padin, é a personificação de corpo e alma do saudoso Freddie Mercury. A incorporação vai dos trejeitos da lenda Mercury, com seus movimentos sempre bem marcados e agressivos, aos figurinos (como a jaqueta de golas levantadas), e o mais impressionante: a voz. O vocalista comanda todo o show com sua própria voz (ou uma voz que foi roubada do túmulo de Freddie,pois não há explicação pra tamanha semelhança). Em alguns momentos que se fechavam os olhos , era possível se transportar para os anos 70 e se sentir em um show inglês do Queen. A semelhança do vocalista com o único e original Freddie Mercury realmente é impressionante. O guitarrista também não deixa por menos: Francisco Calgaro tem os mesmos cabelos, potencial de se tornar um grande guitarrista como Brian May. A banda ainda é formada por Matiaz Albornos (bateria) e Ezequiel Tibaldo (baixo). O que deixou a desejar um pouco foi o local. O Cine Jóia era um cinema na década de 60 e esse ano foi transformada numa casa de shows, porém o palco ficou muitíssimo pequeno para tamanha apresentação da banda.

O público se emocionou várias vezes, na música “Bohemian Rhapsody”, por exemplo, e “Love of My Life” foi um chororô só. Já em “I Want to Break Free” (música na qual o vocalista se caracterizou como mulher no videoclipe, com direito a seios e tudo), a plateia foi dominada por delírios de risos e gritos de “gostoso” para o vocalista da banda. O real Queen era formado por Freddie Mercury nos vocais , Brian May na guitarra, John Deacon nos baixos e Roger Taylor na bateria. A banda se formou em 1971 e pelos integrantes tão característicos e músicas suavemente agressivas conquistou multidões e até teve uma passagem pelo Brasil em 1981. Porém teve seu fim com a morte por AIDS do vocalista da banda em 1991. O público que conseguiu acompanhar o original Queen, como o Alexandre Pinheiro, de 44 anos, só teve a dizer uma coisa quando eu perguntei o que o Queen representava para ele e como era a sensação de ainda ter um pedacinho de Freddie conosco: “ O Queen representa todo o lado rebelde e ao mesmo tempo doce de uma geração que pôde se deliciar com a melhor época da música, do rock em especial. Ter alguém que ainda deixa isso vivo é surreal” (frase um pouco alterada devido aos termos que ele usou hahahaha). A noite mágica e saudosista contou ainda com hits como “Under Pressure”, “We Will Rock You”, e terminou com o belíssimo “We Are The Champions”, e literalmente o God Save The Queen são campeões que trabalham pra não deixar o suprassumo da música no ostracismo.

O Queen vem atravessando gerações (eu mesma tenho uma tia que me passou essa paixão ardente por Queen), e se ainda houverem trabalhos pra manter isso vivo, ainda teremos a esperanças de ter gerações futuras que sabem o que de fato é ROCK’N ROLL!

God-Save-The-Queen-PoA-RockBox-2011-04Pablo Padin (vocais) e Ezequiel Tibaldo (baixo) em show do God Save The Queen.

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