19 de set de 2012

Primeiras impressões l 10 livros que te prendem logo no começo.

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por Andreas Lieber
(Tumblr)

Conheço gente que julga livro pela capa (ahem, quem nunca?), pela história na sinopse, pelo autor e sua foto lá atrás e conheço até quem vai lá ao final do livro lê o último parágrafo para saber como tudo acaba. O que eu nunca vejo muito por aí são pessoas correndo para as primeiras linhas (geralmente todo mundo abre em alguma página aleatória do livro pra ver em quantas a história anda) pra saber como tudo começa.

Os primeiros parágrafos de uma história reservam aquela mágica que te envolve e leva pra um lugar especial que só vai se tornando mais real conforme você vai lendo o livro, sem dizer que alguns te instigam infinitamente e há outros que a gente só sossega quando está voltando pra casa com o livro nas mãos. Ou vai dizer que se você abrisse um livro e lesse “Lolita, light of my fire, fire of my loins” (“Lolita, luz de minha vida, labaredas em minha carne”) como no clássico Lolita de Vladimir Nabokov ou ainda “O Sr. e a Sra. Dursley, da Rua dos Alfeneiros, nº. 4, se orgulhavam de dizer que eram perfeitamente normais, muito bem, obrigado” do (dispensável apresentações) Harry Potter e a Pedra Filosofal de J. K. Rowling, não ficaria louquinho para saber pra que rumos a história vai?

Conversei com alguns amigos e leitores assíduos e escolhemos 10 livros que te pegam de jeito logo no primeiro parágrafo e como eles influenciam nossas vidas.

The Perks of Being a Wallflower

"Querido amigo,

Estou escrevendo porque ela disse que você me ouviria e entenderia, e não tentou dormir com aquela pessoa naquela festa, embora pudesse ter feito isso. Por favor, não tente descobrir quem ela é, porque você poderá descobrir quem eu sou, e eu não gostaria que fizesse isso. Chamarei as pessoas por nomes diferentes ou darei um nome qualquer porque não quero que descubram quem sou eu. Não estou mandando um endereço para resposta pela mesma razão. E não há nada de ruim nisso. É sério.

Só preciso saber que existe alguém que ouve e entende, e não tenta dormir com as pessoas, mesmo que tenha oportunidade. Preciso saber que essas pessoas existem.

Acho que, de todas as pessoas, você entenderá, porque acho que você, entre todos os outros, está vivo e aprecia o que isso significa. Pelo menos eu espero que seja assim, porque os outros procuram por você em busca de força e amizade, e é tudo muito simples. Pelo menos foi o que eu soube.

Então, esta é a minha vida. E quero que você saiba que sou feliz e triste ao mesmo tempo, e ainda estou tentando entender como posso ser assim."

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Em The Perks of Being a Wallflower (As Vantagens de Ser Invisível), Stephen Chbosky faz sua estreia literária em um livro profundamente íntimo e cheio de metalinguagem. O livro retrata o primeiro ano de Charlie no high school, suas inseguranças, descobertas, primeiros amigos, sexo e drogas. Fugindo do estereotipado cenário americano de cheeleaders loiras + atletas + nerds descriminados, Chbosky nos introduz a um mundo inteiramente nosso; enquanto lemos o livro. Fazemos parte do universo acanhado de Charlie. Nós nos sentimos infinitos.

O livro, um romance epistolar, é escrito na forma de cartas que Charlie manda a um anônimo; Stephen, no entanto, escreve de um jeito tão intrinsecamente ligado ao leitor, que nós nos tornamos esse anônimo, como dá pra perceber no começo do livro. Quem nunca quis encontrar uma pessoa que te ouviria e entenderia e que não tentaria dormir com aquela outra pessoa? Juntamente com Sam e Patrick, seus dois novos melhores amigos, Charlie é introduzido a um mundo repleto de possibilidades e mudanças, passando por labirintos e descobertas. Chbosky retrata a homossexualidade, o sexo, a felicidade e os anos de adolescência, enfim, nossos tempos dourados, de um jeito tão pessoal, mas tão universal ao mesmo tempo, que o leitor não tem alternativa a não ser viver aquilo tudo. Como Charlie fala em uma de suas cartas: “É estranho porque às vezes eu leio um livro e acho que eu sou uma das pessoas no livro.”.

O filme estreia nos Estados Unidos dia 21 (amanhã), contando com Logan Lerman (Charlie), Emma Watson (Sam) e Ezra Miller (Patrick) no elenco, além de nomes como Nina Dobrev, Paul Rudd, Dylan McDermott e Kate Walsh.

 

Looking For Alaska

"Cento e trinta e seis dias antes

Uma semana antes de eu deixar minha família, a Flórida e o resto da minha vidinha medíocre para ir para o internato no Alabama, minha mãe insistiu em me dar uma festa de despedida. Dizer que eu não estava esperando muita coisa seria subestimar o fato. Embora estivesse sendo mais ou menos forçado a convidar todos os meus ‘colegas’, ou seja, aquela gentinha da aula de teatro e os geeks de Inglês com quem eu me sentava no cavernoso refeitório da escola por necessidade social, eu sabia que eles não iriam aparecer.”

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Looking for Alaska (Quem é Você, Alasca?) de John Green conta a história de Miles Halter, um garoto viciado em “últimas palavras”. Ele é capaz de citar uma quantidade incrível do que várias pessoas falaram em seus momentos finais. Particularmente influenciado pelas de François Rabelais: “Eu vou procurar um Grande Talvez”, Miles parte para uma escola interna no Alabama.

O livro é dividido em duas partes: Antes e Depois, e seus “capítulos” são os dias que faltam para o acontecimento divisor de águas e os que se sucederam desde então. Encontramos Miles no começo do livro em sua fracassada festa de despedida, ansioso para ir embora e percebemos que esperar pelo melhor é sempre importante. Ao chegar a Culver Creek, o internato, Miles se torna amigo de Chip Martin, seu colego de quarto, mais conhecido por Colonel, e se apaixona pela misteriosa Alaska, que possui uma coleção de livros não lidos e o introduz ao “labirinto” de Gabriel García Márquez. Green nos leva à alucinante viagem de Miles juntamente com seus primeiros amigos, primeira garota e um monte de últimas palavras, nos mostrando que o futuro é incerto, mas alcançável.

It’s Kind of a Funny Story

“É tão difícil de falar quando você quer se matar. Isso, mais do que tudo, não é uma reclamação mental e sim uma coisa física mesmo, é realmente difícil abrir sua boca e fazer as palavras saírem. Elas não vêm coerentes e interligadas ao seu cérebro do mesmo jeito que as palavras de pessoas normais vêm; elas saem em pedaços, como saídas de um triturador de gelo; você se enrola nelas quando chegam aos seus lábios. Então você só fica calado.”

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Craig Gilner é seu adolescente nova iorquino de sempre: sofre pressão em casa para entrar em uma renomada escola de negócios, deseja a namorada do melhor amigo, ama desenhar e... sofre de depressão. Em seu primeiro romance, Ned Vizzini mergulha de cabeça no mundo da depressão ao internar seu personagem em uma ala psiquiátrica de um hospital perto de sua casa, contando, em partes, uma história autobiográfica.

No começo da história, ao perceber que ele deseja se matar, Craig se acha impossibilitado de fazer as tarefas mais simples, como falar (quem nunca se engasgou com as palavras e achou melhor ficar quieto?), ir ao banheiro e até desenhar seus mapas. Diante de tal situação, ele se interna em um hospital e convive por cinco dias com as figuras mais inusitadas que se possa imaginar, entre elas Noelle, por quem Craig se apaixona e tem problemas com objetos afiados (ela estava lá para se recuperar de três cortes no rosto, feitos com uma tesoura). Durante esses cinco dias, Craig se redescobre e aprende que falar o que ele realmente quer para a vida é algo importante para a sua sanidade. Ele sai da ala psiquiátrica sabendo que é mais importante falar e fazer do que guardar tudo em sua cabeça.

The Virgin Suicides

“Na manhã em que a última filha dos Lisbon decidiu-se também pelo suicídio – foi Mary dessa vez, e soníferos, como Thereza -, os dois paramédicos chegaram a casa sabendo exatamente onde ficavam a gaveta das facas, o forno, e a viga no porão à qual era possível atar uma corda. Saíram da ambulância, como sempre andando mais devagar do que gostaríamos, e o gordo disse entre dentes: ‘Isso não é TV, gente, mais rápido não dá’. Carregava o pesado equipamento cardíaco e o respirador, passando pelos arbustos que haviam crescido de forma monstruosa, pisando o gramado transbordante que fora liso e imaculado treze meses antes, quando os problemas começaram.”

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Jeffrey Eugenides aborda um tema controverso em seu romance de estreia, The Virgin Suicides (As Virgens Suicidas): o suicídio. Narrando o último ano de vida das irmãs Lisbon – Cecilia, Lux, Bonnie, Mary e Therese – o autor usa uma abordagem e narração pouco usuais: a primeira pessoa do plural. O caso é contado por um grupo de amigos que mora na mesma rua da casa dos Lisbon e presenciou todo o curso de ações que levou a decisão das irmãs. A primeira foi Cecilia, aos 13 anos e sem motivo aparente; desde então seus pais, extremamente religiosos, passaram a cercar as garotas com uma proteção excessiva, resultando em um quadro de depressão e desapego da realidade.

O livro é uma retrospectiva de acontecimentos em uma visão não linear, logo no primeiro parágrafo sabemos o fim trágico das cinco garotas e somos instigados a nos perguntar: quem são essas virgens suicidas? Por que elas se mataram? Como elas se mataram? Eugenides envereda no universo feminino e masculino ao mesmo tempo, com uma abordagem estonteante, você se pega perguntando o porquê de alguém cometer tal ação. Desconstruindo os últimos treze meses de vida das Lisbon, os garotos tentam encontrar respostas não só sobre o suicídio, mas sobre quem realmente eram as irmãs, como proferido por um dos garotos sobre Cecilia: “O que temos aqui é uma sonhadora, alguém completamente fora da realidade. Quando ela pulou, provavelmente achou que voaria”. O filme foi adaptado ao cinema em 2001 por Sofia Coppola, estrelando Kirsten Dunst como Lux (na minha opinião, Coppola/Dunst deveria ser uma parceria como Burton/Depp).

Miss Peregrine’s Home for Peculiar Children

“Eu tinha acabado de aceitar que minha vida seria ordinária quando coisas extraordinárias começaram a acontecer. Isso tudo veio como um choque terrível e, como tudo que te muda para sempre, dividiu minha vida em duas partes: antes e depois. Como muitas das coisas extraordinárias que estavam por vir, isso também envolvia meu avô, Abraham Portman.”

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Miss Peregrine’s Home For Peculiar Children (sem título em português ainda, mas algo como “Lar da Senhorita Peregrine para Crianças Peculiares”) é uma mistura perfeita de suspense e romance. Como o início já diz, a vida de Jacob Portman sofre uma reviravolta quando ele encontra a casa do avô, Abraham, revirada e bagunçada e o encontra semimorto no bosque do lado de fora, sussurrando: “Encontre o pássaro. No loop. Do outro lado do túmulo do velho. Três de setembro de 1940. Emerson – a carta, diga a eles o que aconteceu, Jacob.”, e logo em seguida se deparando com algo meio homem meio monstro.

A partir desse evento, coisas extraordinárias começam a acontecer na vida de Jacob, como por exemplo a descoberta de uma caixa cheia de fotografias estranhas na casa do avô (o livro, inclusive, traz essas fotografias, e algumas delas podem ser vistas aqui) e uma carta da tal Miss Peregrine falando sobre uma ilha em Wales em um livro velho. Tomado por um espírito aventureiro e pela vontade de realizar o desejo de seu avô, Jacob parte para a ilha e, após acontecimentos nada menos estranhos e extraordinários, encontra uma passagem para o orfanato, apenas para descobrir... coisas mais estranhas ainda. Miss Peregrine comanda um orfanato para crianças peculiares (que voam, ressuscitam os mortos, tem abelhas dentro do corpo etc) e que elas vivem em um loop temporal e são perseguidas pelos hollows, os monstros que atacaram Jacob na casa de seu avô. O menino acaba se apaixonando por uma “peculiar”, Emma, e se vê entrelaçado nessa história, fazendo cada vez mais e mais parte desse mundo.

Através da jornada de Jacob, percebemos o quanto é importante nunca parar de esperar o melhor, de acreditar que o mundo ainda guarda um cantinho mágico.

Mau Começo

“Se vocês se interessam por histórias com final feliz, é melhor ler algum outro livro. Vou avisando, porque este é um livro que não tem de jeito nenhum um final feliz, como também não tem de jeito nenhum um começo feliz, e em que os acontecimentos felizes no miolo da história são pouquíssimos. E isso porque momentos felizes não são o que mais encontramos na vida dos três jovens Baudelaire cuja história está aqui contada. Violet, Klaus e Sunny Baudelaire eram crianças inteligentes, encantadoras e desembaraçadas, com feições bonitas, mas com uma falta de sorte fora do comum, que atraía toda espécie de infortúnio, sofrimento e desespero. Lamento ter que dizer isso a vocês, mas o enredo é assim, fazer o que?”

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Desventuras em Série é uma coleção de 13 livros do autor Daniel Handler, que escreve sob o pseudônimo de Lemony Snicket. Nesse primeiro livro conhecemos e acompanhamos as desventuras e desgraças na vida dos três órfãos Baudelaire: Violet, Klaus e Sunny, que perdem seus pais e sua casa em um incêndio muito suspeito e vão parar sob os cuidados de um tio distante, Conde Olaf, que se mostra um verdadeiro crápula que só se interessa pela fortuna das crianças.

“É interessante que no começo do primeiro livro o autor já declara a sua “intenção” quanto aos personagens, sabe? Nós já sabemos que eles vão sofrer e mesmo assim decidimos acompanhar; durante os livros há um constante lembrete desse fato, mas mesmo assim não paramos, a escrita dele [Lemony Snicket] é muito contagiante. Ao longo dos livros essa maré de azar não muda, embora uma mudança no comportamento dos personagens seja notada, a ambivalência dos Baudelaire diante de algumas situações muda, é quando percebemos que eles amadureceram.”, disse Zaba Lieber.

A História de Fernão Capelo Gaivota

“Era de manhã e o novo Sol cintilava nas rugas de um mar calmo. A dois quilômetros da costa, um barco de pesca acariciava a água. Subitamente, os gritos do Bando da Alimentação relampejaram no ar e despertaram um bando de mil gaivotas, que se lançou precipitadamente na luta pelos pedacinhos de comida. Amanhecia um novo dia de trabalho.

Mas lá ao fundo, sozinho, longe do barco e da costa, Fernão Capelo Gaivota treinava. A trinta metros da superfície azul brilhante, baixou os seus pés com membranas, levantou o bico e tentou a todo custo manter suas asas numa dolorosa curva. A curva fazia com que voasse devagar, e então sua velocidade diminuiu até que o vento não fosse mais que um ligeiro sopro, e o oceano como que tivesse parado, abaixo dele. Cerrou os olhos para se concentrar melhor, susteve a respiração e forçou... só... mais... um... centímetro... de... curva... Mas as penas levantaram-se em turbilhão, atrapalhou-se e caiu."

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Na história de Richard Bach, o jovem Fernão Capelo Gaivota, uma gaivota, se encontra perante uma sociedade de gaivotas acostumadas a voar por voar. Elas encaram o voo apenas como um movimento e como um modo de arrumar comida, um comodismo que incomoda Fernão. De espírito livre e aventureiro, essa gaivota percebe que há mais no ato de voar: representa liberdade, aprendizagem, é o modo que ele encontra de se expressar. Durante a história, Fernão deixa sua comunidade e sai em busca de outra, onde poderia compartilhar seu amor pelo voo e aprender que isso, acima de tudo, é quem ele é.

“É uma história tão linda, de uma gaivota, Fernão, e ele é uma gaivota que vai contra a ordem das gaivotas, entendeu? Todos voam por alimento e ele voa pelo prazer de voar. Eu acho que esse livro... ele me emociona todas as vezes que eu leio e é um livro que pra mim fala de sonho, de tirar prazer no que você faz, acho que no final isso é muito raro hoje em dia.”, comentou Caio Coletti.

Orgulho e Preconceito

"É uma verdade universalmente conhecida que um homem solteiro, possuidor de uma boa fortuna, deve estar necessitado de esposa."

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Orgulho e Preconceito é, talvez, um dos livros do século XIX que ainda exercem maior fascínio nos leitores da atualidade. Nele acompanhamos a jovem Elizabeth Bennet, uma das cinco filhas do Sr. e Sra. Bennet, que procura alcançar o amor, a felicidade, a educação e o casamento em uma sociedade repleta de regras e etiquetas. Ao se aproximar do Sr. Darcy, novo morador de uma mansão vizinha, e de seu amigo Sr. Bingley (aquele ruivo adorável), Elizabeth e toda sua família passam por uma revolução social e emocional. Casamentos, amores, paixões secretas, a chance de uma ascensão social e muitos bailes permeiam essa história (não só) de amor e a tornam imortal.

De acordo com Fernanda Carvalho: “Orgulho e Preconceito é uma história tão... eterna, sabe? Acho que o mais fascinante é o modo como a Elizabeth e o Sr. Darcy agem na presença um do outro, como dá pra gente perceber o amor nascendo aos poucos e se tornando forte, mesmo entre duas pessoas tão orgulhosas, eles literalmente dão nome ao livro. Ele é tão adequado para todas as épocas porque, no fundo, todos nós ainda queremos encontrar um amor como o deles, sem contar que aquela era uma época, no mínimo, intrigante de se viver”.

Anna e o Beijo Francês

"Isto é tudo o que sei sobre a França: Madeline, Amélie e Moulin Rouge. A Torre Eiffel e o Arco do Triunfo também, embora eu não saiba qual a verdadeira função de nenhum dos dois. Napoleão, Maria Antonieta e vários reis chamados Louis. Também não estou certa do que eles fizeram, mas acho que tem alguma coisa a ver com a Revolução Francesa, que tem algo a ver com o Dia da Bastilha. O museu de arte chama-se Louvre, tem o formato de uma pirâmide, e a Mona Lisa vive lá junto com a estátua da mulher sem braços. E tem cafés e bistrôs - ou qualquer nome que eles dão a estes - em cada esquina. E mímicos. A comida é supostamente boa, as pessoas bebem muito vinho e fumam muitos cigarros."

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Anna e o Beijo Francês, da americana Stephanie Perkins, acompanha a vida de... surpresa, Anna, uma típica adolescente americana que está animada para o último ano do high school e só pensa em sair com sua melhor amiga, Bridgette, flertar com garotos e andar por Atlanta. Sua vida sofre uma reviravolta, no entanto, quando seu pai a manda para um internato em Paris, na França, por um ano. Mas o que poderia ser apenas um ano forçado em um país desconhecido, sem amigos e em uma escola nova para o último ano se torna uma divertida aventura quando Anna começa a se apaixonar por Éttiene St. Clair, um francês charmosão que, infelizmente, tem namorada, o que só vai tornar as coisas mais complicadas ainda. Será que Anna consegue seu beijo francês?

Anna e o Beijo Francês é um livro bem ‘romance adolescente’ mesmo, desses que fazem seu coração acelerar e tudo o mais, perfeitos pra deixar a gente com aquela cara boba, eu adoro. A autora transformou tudo em um charme quando adicionou Paris à história, fiquei com muita vontade de ir pra França depois que li, antes só pensava em Inglaterra, mas ela descreve Paris de um jeito tão legal, não tem como não querer conhecer.”, Hyasmim Oliveira contou.

Ilha do Medo (Paciente 67)

“Dos diários do doutor Lester Sheehan

3 de maio de 1993

Faz muitos anos que não vejo a ilha. Da última vez, eu a vi do barco de um amigo que se aventurou no anteporto; avistei-a ao longe, para além do porto interior, envolta numa bruma estival, mancha de tinta no céu, deixada por alguma mão descuidada.

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Faz mais de duas décadas que não ponho o pé lá, mas Emily diz (às vezes brincando, às vezes não) que não sabe ao certo se saí mesmo de lá. Certa vez ela me disse que o tempo, para mim, não passa de uma série de marca-livros que uso para saltar para frente e para trás no texto de minha vida, voltando repetidas vezes aos acontecimentos que fizeram de mim, aos olhos dos colegas mais perspicazes, um caso clássico de melancolia.

Emily deve ter razão. Ela quase sempre tem razão”.

Ilha do Medo (antes do lançamento do filme publicado aqui no Brasil como Paciente 67) é um thriller literário que narra a história de Edward Daniels, um delegado da polícia americana que vai para o Shutter Island Ashecliff Hospital (um hospital onde estão presos alguns criminosos “barra pesada”) investigar o desaparecimento de uma de suas pacientes e ao chegar ao local, Daniels descobre que os médicos praticam métodos nada ortodoxos em seus pacientes e se recusam a falar sobre isso. Quando uma tempestade assola a ilha e vários detentos conseguem escapar, Edward se vê em uma complicada situação, sem comunicação e impossibilitado de ir embora, tendo tudo agravado com acontecimentos estranhos que começam a acontecer ao seu redor, ligando seu presente na ilha com um passado sombrio que ele preferiria não lembrar.

Clara Montanhez comenta que “Diferentemente do filme, o prólogo do livro começa com o report de um médico (doutor Lester Sheehan) sobre o estado de um paciente chamado Andrew Laeddis, pulando logo em seguida para o primeiro capítulo, com o delegado Daniels indo para a ilha. Então fica aquela coisa meio no ar, mas que te impulsiona a ler pra descobrir quem é esse paciente e o que está acontecendo na ilha. O livro é cheio de reviravoltas também, realmente te prende”.

Andreas Lieber escreve todo dia 20.

1 comentários:

Sofia Severo disse...

Outros livros que me oreperderam foram O código da Vinci e Feio.