11 de jan de 2013

Curitiba: Pontos turísticos, compras e street style

Sem título

por GuiAndroid
(TwitterTumblr)

Obs: Recomendo que durante a leitura deste artigo, você vá ao banheiro, beba água, assista alguma coisa, algum vídeo porque é muito, muito longo.

Num primeiro momento, para qualquer paulista que deixa seu estado e viaja seiscentos quilômetros até a capital do estado do Paraná, a primeira impressão que se tem é que não é tão diferente quanto se esperava. Mas a verdade é que Curitiba é uma capital enigmática, que não revela suas qualidades logo num primeiro olhar, proporcionando ao turista paulistano uma sensação de estar em casa: os prédios, as ruas, os parques e as casas do centro da mais bela capital do sul brasileiro demonstram-se muito parecidos com os dos centros de São Paulo ou Campinas, mas as diferenças passam a surgir no momento em que você desce do seu carro e percebe que não precisa desviar de algum lixo no meio-fio ou quando você se da conta de que não está fritando na calçada por que, olha que milagre, tem uma àrvore fazendo sombra sobre a sua cabeça. E para melhorar você não está em um bairro nobre como os Jardins ou o Nova Campinas. Sombra para todos, isso devia ser o lema da cidade.

Passei teoricamente 7 dias em Curitiba, visitando uma tia e passando “férias”, mas na prática senti como se fossem 5 dias. Foram dias intensos: nosso primeiro destino foi bem corriqueiro, o centro de Curitiba, a Rua XV de Novembro, um enorme calçadão com todo o tipo de lojas, para todos os gostos e estilos. Principalmente, estilos.

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Sobre a Rua XV, acrescentarei mais fotos no final do artigo com os cliques de Street Style. Sinto que vou ser preso por uso indevido de imagem. Mas ok. De lá seguimos para outros pontos no centro: a Universidade Federal do Paraná, um prédio em estilo de arquitetura neoclássica. Completando recentemente seus 100 anos, a faculdade é a mais antiga do Brasil.

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A faculdade é um local que merece a visita. O tamanho de suas colunas impressiona e a pintura alva se destaca em meio ao centro de prédios comerciais, trânsito frenético e o verde das àrvores da praça que se localiza no mesmo quarteirão.

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De lá seguimos no sentido contrário da Rua XV e passamos em frente ao Palácio de Natal, onde ocorrem as famosas apresentações de natal, com direito a coral, fogos de artifício, etc. Infelizmente, não pude assistir a nenhuma apresentação pois o tempo era curto e os locais para visitar eram muitos. Na ida para o carro passamos pelo mercadão, onde várias bancas vendem de tudo um pouco, desde roupas a acessórios. Mas não se engane pelo nome do local, ao chegar lá você vai se deparar com peças estilosas mas de preço consideravelmente alto para o local em questão, o que eu confesso ser decepcionante. Só sei que de lá comprei apenas uma caneca do Elvis Presley com meu nome gravado, meros 15 reais.

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Andamos muito naquele dia, felizmente o clima estava agradável mas virando para chuva; uma coisa que aprendi em Curitiba é a nunca confiar no clima que faz pela manhã, pois no decorrer do dia pode-se ter todas as estações do ano. Quem diria que em pleno verão tropical do Brasil eu iria dormir de cobertor? 15 graus aqui onde eu moro – Leme – é inverno e dos mais frios. Sério.

No dia seguinte, visitamos 6 pontos turísticos e juro que nunca andei tanto na minha vida quanto naquele dia. Mal sabia eu que no dia seguinte teria que dormir o dia todo para me recuperar. Mas tenho que dizer que foi bom e resumiu bastante a minha viagem além de ter deixado ela mais light.

Deixamos o carro próximo ao Passeio Público que é um parque pequeno, como se fosse um mini-zoológico com algumas espécies de aves, répteis, lagartos e cobras. É um local muito bom para andar, cria um ambiente de selva dentro da cidade, o som das aves e a sombra das árvores criam essa atmosfera perfeita. Mas devo avisar, como bom turista que sou, tome cuidado, não vá sozinho, principalmente se você estiver carregando uma câmera, celular, dinheiro pois o local não é dos mais bem policiados e por se situar bem no meio de uma capital é de esperar esse tipo de coisa, mas é assim em todo lugar atualmente.

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Seguimos rumo a Av. Cândido de Abreu, para assim prosseguirmos para o Museu Oscar Niemeyer - MON, então nos deparamos com o horário e paramos para almoçar (o plural é porque estávamos eu, meu avô, minha tia, uma amiga dela e o filho dessa amiga) no Shopping Mueller.

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Confesso que não me afeiçoei muito com o Shopping, não que seja ruim, mas achei bem “okay”. Mas é uma ótima opção de compras rápidas, conta com uma ampla variedade de restaurantes e possui uma infraestrutura bem eficiente tornando fácil se localizar lá dentro.

Subimos então a infindável avenida rumo ao Centro Cívico, que é onde se localiza o MON. Já no museu, lembro de não ter pagado para entrar (god knows why) e só o meu avô ter pagado meia (R$ 2), o resto do pessoal não quis entrar. Maus apreciadores de arte. Mentira, estávamos todos exaustos ainda na metade do mega-passeio. A verdade é que a garoa que estava caindo nos desanimou um pouco, mas não nos impediu de prosseguir e visitar todos os locais possíveis.

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Esse local merece fotos extras, começando por essa. Um cara estava limpando o Olho do prédio, que é extremamente ingríme. Ele usava apenas botas e uma corda que parecia bastante solta, enfim não sei como ele não caiu, mas foi uma cena bastante interessante.

imageA atmosfera artística do local me inspirou, eis que decidi que daria uma de fotógrafo. Esse corredor é na parte interna do prédio.

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Dei a incrível sorte de chegar lá e ver que estava ocorrendo uma exposição das esculturas de Degas, obras maravilhosas em bronze, inclusive a mais famosa delas, A Bailarina de 14 Anos. O nome da exposição é Degas: Poesia geral da ação. As esculturas..

Próximo destino, Ópera de Arame.

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A Ópera de Arame é um local onde ocorrem espetáculos, como peças, orquestras, apresentações de todos os tipos. O local é em meio a uma área de mata preservada, abaixo existe um lago com carpas e patos e em volta há um enorme penhasco. Me lembra um pouco Jurassic Park, fiquei meio apreensivo devo confessar. Perto do local há uma avenida que dá acesso ao local, e atravessando a rua existem lojas de artesanato e comidas típicas, onde prometi nunca mais tomar licor de chocolate com pimenta e vodca achando que era fraco, o friozinho que eu estava passando fugiu do meu corpo que nem o diabo foge da cruz.

Parque Tanguá. Localizado a alguns poucos quilômetros da Ópera de Arame, o parque é um local que mágico é um adjetivo pouco justo para descrevê-lo, o mirante conta com uma vista espetacular e a parte de baixo com mata, trilhas, etc é um espetáculo a parte.

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E para finalizar com chave de ouro, nós, que estávamos com os pés em frangalhos e o meu celular quase sem bateria de tanto usar no GPS, fomos para a Santa Felicidade, RUA Santa Felicidade, quando o que nós queríamos era o BAIRRO Santa Felicidade, conhecido por ser um local de imigrantes italianos e ótimos restaurantes. Mais 20 minutos voltando para perto do Parque Tanguá onde na verdade é o bairro Santa Felicidade. Numa surpresa mais que inesperada, minha tia convida a todos nós para fechar a noite com um jantar cinco estrelas no maior restaurante italiano do América Latina, Madalosso. Para melhorar, era por conta dela.

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O restaurante conta com um espaço gigantesco para clientes, assim como mais dois salões para festas, inclusive naquele dia estava ocorrendo uma formatura de uma turma de Direito. É servido um rodízio de pratos típicos italianos, mas eles são famosos pelo frango e pela polenta, o que eu devo discordar pois a lasanha 4 queijos e a lasanha na manteiga são os melhores pratos.

Acaba aí nosso tour, 6 pontos turísticos que você não pode perder em Curitiba, espero que você tenha a sorte de pegar um dia um pouco mais ensolarado do que eu e que você tenha mais tempo que eu.

Mas ainda não acabou! No domingo, fomos ao Shopping Curitiba onde eu me encontraria com o meu amigo Vinícius (Vini para os íntimos). Nos encontramos no piso 3 da Livraria Cultura; nós tínhamos combinado de que ele me venderia uns boxes de Supernatural e tal, mas isso é só um detalhe. O Shopping Curitiba em si, devo dizer que é mais aconchegante que o Mueller, mais amplo até, a variedade de lojas é menor, mas para quem tá acostumado com os Shopping’s do estado de São Paulo, ele é o mais parecido, digamos assim. Uma curiosidade interessante a se citar sobre o Shopping, é que no passado ele era o Quartel General do exército, juro que se minha tia não tivesse me contado isso, eu nunca perceberia nada fora do normal tamanho o empenho da decoração. Twitter do Vini aqui, para maiores informações.

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E para finalizar de vez meu tour por Curitiba, fomos ao cartão postal da cidade: O Jardim Botânico, onde fiz várias fotos legais, etc blabla já to cansado.

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Na terça-feira, um dia antes da minha volta, fomos para Rio Negro, que é uma cidadezinha muito simpática no sul do Paraná, divisa com Mafra – Santa Catarina a 120 quilômetros de Curitiba pela dramática BR 116. Em Rio Negro existe um Seminário, um prédio em arquitetura alemã do século XX onde eram formados padres, atualmente o prédio é usado como prefeitura da cidade.

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No local existem trilhas em uma área de mata atlântica, onde há rios, cascatas, nascentes e pontes. Um local muito interessante porém macabro, é um campo santo, onde eram enterrados os padres, no local existe uma placa informações sobre os padres que morreram e foram enterrados ali, o mais curioso nisso é que a maioria, para não dizer todos, eram freis e não tinham mais que 18 anos e vieram a falecer entre as décadas de 30 e 70. Creepy huh? Os boatos são vários, suicídio, varíola, AIDS e até sacrifício humano, as reais causas são desconhecidas.

clip_image002No dia seguinte, peguei o voo das 10h e voltei para Campinas com destino a Leme, cansado porém feliz por ter conhecido locais tão fantásticos e extasiantes nessa que com certeza é umas das mais belas cidades do mundo.

Mas AINDA não acabou! Okay, já tá enchendo o saco né pessoal? Mas então, no primeiro dia, andando pela XV de Novembro, começo a perceber duas coisas: Curitiba é a cidade mais bem abençoada geneticamente que eu já conheci, a cada 10, 6 pessoas são lindas; e a segunda coisa é, de onde essas pessoas tiram tantos estilos diferentes?!!!! Wtf dude!

Então tive a brilhante ideia “hoje vou ser fotógrafo de street style” ideia mais absurda que eu já tive, imagina se alguém percebe e resolve arrumar confusão? Mas pelo contrário, não só perceberam mas GOSTARAM de me ver tirando fotos dos looks que eles estavam vestindo e isso resultou em vários cliques muito legais (pelo menos eu achei) de Street Style.

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“Hey, eu vi que você tirou uma foto minha!”

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Claro, o mercado de luxo, mais presente do que nunca no meio comum. Quando eu vi o óculos Chanel fiquei meio “okay pode ser falso” então eu vi a Louis Vuitton, e me lembrei de uma dica que me deram há algum tempo sobre como identificar uma bolsa LV original. Sempre olhe a estampa, pois a costura de uma LV jamais cruza o logotipo. Chanel e Vuitton, originais, não foram suficientes para a senhora da foto criar um look decente de ser fotografado por completo, mas felizmente seu bom-gosto por acessórios prevaleceu.

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Azul, minha cor favorita.

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Essa é Curitiba, a cidade mais bem vestida do Sul Brasileiro <3
Quase me esqueci, estamos falando de Street Style!!!!!!

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The End.

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