11 de jan de 2013

Previsões para o Oscar 2013: Melhor Ator e Melhor Ator Coadjuvante

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Saíram os indicados ao Oscar 2013! Pra quem ainda não viu a lista completa, dá uma olhada aqui. A cerimônia acontece no dia 24 de Fevereiro próximo, apresentada por Seth McFarlane, criador de Family Guy e roteirista e diretor do sucesso Ted.

Agora, a questão que fica é: Lincoln vai mesmo levar tudo e confirmar a tendência de conservadorismo da Academia? Não que a gente tenha algo contra Spielberg (ou contra Abraham Lincoln, aliás), mas as categorias de atuação masculina já estão quase no papo. Dá uma olhada aí embaixo nas nossas previsões para Melhor Ator e Melhor Ator Coadjuvante:

Melhor Ator
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Daniel Day Lewis, por Lincoln

O cheiro de Oscar vem se espalhando desde que foi anunciado que a biografia do ícone americano da independência dirigida por Steven Spielberg tinha escolhido Daniel Day-Lewis como seu protagonista. Desde que se tornou um ator um tanto bissexto, após O Lutador, de 1997, Day-Lewis foi indicado pela Academia por três dos cinco filmes em que atuou. Sangue Negro, em 2007, lhe rendeu o segundo Oscar da carreira (o primeiro foi por Meu Pé Esquerdo, de 1989). É bem provavel que, esse ano, ele iguale a marca de Jack Nicholson e chegue ao terceiro prêmio: ele está interpretando um ícone americano, e já tem cinco troféus (dos críticos de Boston, Las Vegas, New York e San Diego) na estante pela atuação.

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Torcemos por:

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Joaquin Phoenix, por The Master

A gente está muito feliz que Joaquin Phoenix deixou de lado toda aquela história maluca de crescer a barba e virar rapper e voltou a atuar. Sério, sentimos falta do moço nesses três anos de ausência, e devemos agradecimentos a Paul Thomas Anderson (Sangue Negro) por dar a ele um desfio digno de seu talento pouco reconhecido em The Master. Na pele do soldado traumatizado que não sabe se pode acreditar nas promessas da doutrina comandada por Philip Seymour Hoffman, Phoenix mostra que o tempo sem atuar não o deixou enferrujado (e faz frente digna a Hoffman, um dos melhores atores da atualidade). Sem contar que, já na terceira indicação, talvez seja a hora de reconhecê-lo.

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E esqueceram de:

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Ewan McGregor, por O Impossível

Ewan McGregor não tem nenhuma indicação ao Oscar. A gente sabe, sabe mesmo, que o escocês não é o melhor ator da história, mas é impossível (sem trocadilhos) ignorar seu trabalho como pai de família que procura a mulher e o filho mais velho no meio da catástrofe da tsunami que atingiu a Indonésia em 2004, papel que ele fez no belíssimo filme de Juan Antonio Bayona, O Imposível. Só seu desespero na cena em que precisa avisar o sogro, por telefone, que não sabe o paradeiro da esposa, já valeria uma indicação. Por Deus, até mesmo sua atuação no bobinho-mas-tocante Amor Impossível, pelo qual está indicado ao Globo de Ouro, mereceria a lembrança!

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Melhor Ator Coadjuvante
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Tommy Lee Jones, por Lincoln

O papel que já foi de Lionel Barrymore em 1942 cai sobre a lenda viva do cinema americano Tommy Lee Jones na cinebiografia Lincoln, de Steven Spielberg. Thaddeus Stevens, o personagem, foi um controverso líder dos primeiros anos do partido republicano, retratado no filme como um abolicionista feroz e um apoiador incondicional da presidência de Lincoln. Não é o tipo de papel que Jones, geralmente reservado aos tipos durões, faz: Stevens era conhecido por seu discurso esperto e eficaz, e liderança quase incontestável. Mas não duvide que Jones consiga arrancar o segundo Oscar da Academia, seja pela experiência ou pelo aval já concedido pelos críticos de Las Vegas.

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Torcemos por:

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Christoph Waltz, por Django Livre

Que fique bem claro: as chances de isso acontecer são mínimas. Apesar dos críticos de San Diego terem dado o prêmio desse ano na categoria ao homem revelado como o Coronel Hans Landa em Bastardos Inglórios, em 2009, há pouquíssima chance da Academia resolver concordar e conceder ao moço a segunda estatueta de sua carreira em três anos. Mas a nossa torcida continua com ele, uma vez que não é fácil se tornar o ator preferido de Quentin Tarantino, estrelar dois filmes consecutivos dirigidos pelo mesmo, e ainda ser indicado ao Oscar pelos dois. Christoph Waltz não está para brincadeiras.

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E esqueceram de:

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Ezra Miller, por As Vantagens de Ser Invisível

Os críticos de Boston foram mais espertos que a Academia. Concederam o prêmio de Melhor Ator Coadjuvante ao jovem Ezra Miller, de 19 anos, pela brilhante performance como Patrick em As Vantagens de Ser Invisível, um dos melhores e mais subestimados filmes do ano. O Oscar, por sua vez, escolheu ignorar o moço pelo segundo ano seguido (ou alguém duvida que sua performance em Precisamos Falar Sobre o Kevin era muito merecedora de uma indicação?) e, aliás, o filme todo. É uma nota um pouco triste que os votantes da casa não deem mérito a um dos filmes jovens mais importantes dos últimos dez ou quinze anos.

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