5 de fev de 2013

As florestas encantadas de Chanel e Dior na alta-costura de Paris

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por Isabela Bez
(TwitterTumblr)

Entre tantos desfiles de primavera verão 2013 em Paris, foram Chanel e Dior que chamaram mais atenção por conta de um simples detalhe em comum. Exibindo suas coleções no Grand Palais e Paris’ Tuileries, respectivamente, as duas grandes grifes apostaram no tema floresta encantada, que, como declarou Raf Simons “existe uma grande diferença entre flora e jardins”, já que no primeiro não há interferência do homem. E, de fato, o atual diretor criativo da Dior não só estava certo, como também não fez feio: provou com todas as palavras que realmente sabia o que estava fazendo, e nos proporcionou um desfile ímpar.

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Em clima de Alice no País das Maravilhas, as modelos literalmente saiam de um buraco e andavam em torno de arbustos, passeando delicadamente em seus vestidos. Seus cabelos eram curtinhos e escuros, suas maquiagens eram pesadas e seus rostos eram sombrios. Simons quis refletir em sua coleção a pureza da natureza e a evolução da primavera para o verão.

As silhuetas eram delicadas e flores se tornaram parte de vários looks. “É a própria ideia da primavera”, declarou Simons. Ele também não deixou faltar traços de Christian Dior, com o terninho de cinturas bem finas denominado Bar Jacket, criado em 1947 pelo mesmo. Vestidos no formato de sino e com bolsos foram as apostas de Simons. Sem contar as calças cigarette.

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Com localização no Grand Palais, um dos lugares mais lindos de Paris, Chanel já começou acertando. No interior do edifício, o sol entrava pelo teto de vidro e iluminava o salão que foi cercado de árvores gigantes, fazendo-o parecer uma imensa floresta. Mais do que isso, uma floresta encantada, onde as modelos quase que flutuavam como fadas. A Vogue britânica nomeou a coleção de Karl Lagerfeld um gótico “Sonho de uma Noite de Verão”, peça escrita por Shakespeare.

O consagrado tweed foi deixado de lado para dar lugar a um tecido feito à mão de tons dourado e off-white, a princípio confundido pelo próprio tweed. Apesar de parecerem ser calças, botas até os joelhos fizeram parte da maioria dos looks. Discretos paetês eram vistos em saias e vestidos. Também houve espaço para a gravata borboleta.

Sem dúvidas uma coleção digna de carregar o nome Chanel. Como Simons, Karl também usou vestidos em forma de sino e muita estampa floral. Mas ele se limitou na escolha de cores, ficando entre o preto, azul e branco. Além desses tons, o desfile da Dior também apresentou cores fortes como o vermelho e o amarelo. Para Karl Lagerfeld, a coleção da Chanel foi “sofisticada, mas gosto da ideia de loucura sendo a disciplina”.

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