1 de fev de 2013

Review: Suburgatory, 02x11– Yakult Leader

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por Caio Coletti
(TwitterTumblr)

ATENÇÃO: esse review contem spoilers!

Devo confessar uma coisa: de certa forma, “Yakult Leader” é um alívio para algumas preocupações (não declaradas) que estavam surgindo neste que vos fala ao assistir a segunda temporada de Suburgatory. Embora a série venha de três bons (e dois brilhantes) episódios em sequencia, era claro nesses capítulos também que Suburgatory estava se prendendo a um lugar em sua trama que, logo, se tornaria cansativo. A dinâmica entre George e Dallas, embora absurdamente adorável, não saía muito do esquema “mal-entendido só é resolvido no final com uma boa conversa”, e a série estava constantemente repetindo combinações entre personagens (George, Fred e Noah; Tessa e Ryan; Sheila e Fred) em vez de brincar com eles e suas relações de maneira mais integral.

“Yakult Leader” pode não ser um episódio tão hilário quanto “Junior’s Secretary’s Day” e “Chinese Chicken” mas, em retrospecto, volta a tocar em questões que a série havia deixado de molho, mistura um pouco as coisas na ordem social de Chatswic e, de quebra, ainda tem a mais adorável história de George e Dallas (e isso é uma boa concorrência!). A storyline principal é entre o casal: querendo diminuir o stress de Yakult, a cadelinha que ela e Dalia (Carly Chaikin, we missed you!) tem em casa, Dallas contrata seu ex-affair Yoni (Wilmer Valderrama) para trazer paz a residência. A insistência do “guru zen” de que George é a causa do desequilíbrio da “aura” da casa deixa o pai de Tessa desconfiado. Enquanto isso, a própria Tessa se envolve na missão, dada por Sheila, de arranjar um namorado para Lisa (Allie Grant, we missed you too!).

Para começar, dar destaque para Lisa da forma como esse episódio dá é algo que Suburgatory não faz, pelo menos, desde antes do holiday break, e apesar das espertas “intrusões” da personagem nos episódios anteriores, é bom ver que Allie Grant é considerada mais do que um adendo cômico para a série, embora ela seja realmente brilhante nisso. Quem também ganha mais destaque do que o normal é Dalia, e é especialmente uma jogada inteligente de Suburgatory realçar o relacionamento, até então inexplorado, entre ela e George. A cena mais doce (e também mais engraçada) do episódio é, surpreendentemente, uma conversa entre os dois.

Está aqui uma série que não para de demonstrar suas virtudes: além de uma das comédias mais hilárias em exibição no momento, Suburgatory não esquece de que tem personagens de verdade para desenvolver (correu esse risco quando resolveu ser também um saboroso e discreto drama de família), e que não pode nunca deixar sumir de vista a resposabilidade de surpreender o espectador.

Melhores quotes:
“Focus, Ryan! Focus! Come on, baby! Focus on delivering your balls right to mama!”/ “Tessa, while Lisa is in the bathroom, can we do a little girl on girl?” (Sheila roubando os primeiros minutos do episódio com o bom e velho duplo sentido)

“Inky, Sassafras, Sir Mix a Lot, Cat Stevens, Kat Corbett, Kathmandu, Cream Cheese Rangoon, Mr Whiskers, Feline-za Minnelli, Mew-Paul, Patches… Jeff Garlin” (Lisa numera os nomes dos gatos que tinha em seu sombrio sonho premonitório)

“He doesn’t even have a Morgan Freeman to Shawshank her! I beg you! Attica!” (Dallas sobre prender Yakult em uma gaiola)

“Let go of all your negative energy. You must. One of my spiritual teachers taught me this” “Was it Yoda?” (Yoni e Dalia)

“And I guess I’m just having a hard time wrapping my head around why a loving God would ask Abraham or whatever to sacrifice his, like, precious son. I mean, what kind of powert trip must he have been on?” (Dalia sobre se converter o judaísmo)

“Oh, my God. Stop saying jojoba.” (Tessa sobre uma conversa com o ex-namorado)

**** (4/5)

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Próximo Suburgatory: 02x12 – Body Talk (06/02)

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