3 de abr de 2013

Bates Motel, 01x03 – What’s Wrong With Norman

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por Caio Coletti
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ATENÇÃO: esse review contem spoilers!

É fascinante acompanhar como aos poucos fica claro o tipo de série que Bates Motel pretende ser. Ficou evidente nas duas primeiras semanas do programa que a trama precisava ganhar vida própria fora da condição de “prequel de Psicose” e, principalmente, tornar coadjuvante o fato de que sua ambientação é no século XXI, o que desrespeita a cronologia do filme, obviamente. “What’s Wrong With Norman” atinge o ponto em que as pessoas guiando o destino da série acertaram na condução para chegar a esse objetivo. E é um episódio que lança mais do que interessantes para as próximas semanas.

Tirando o elefante da sala: sim, esse terceiro episódio da série termina em um cliffhanger. O recurso não é sofisticado, mas funciona para o propósito de mostrar que a série chegou a um momento em que o rumo que seguirá como trama a longo prazo está definido: Bates Motel será um suspense psicológico sobre a formação de um psicopata, um drama familiar sobre uma relação entre mãe e filho, e uma trama críptica e cheia de segredos bem ao gosto de seu developer, o mesmo Carlton Cuse que conduziu Lost. O primeiro fator nessa lista aparece mais proeminentemente nesse episódio e, obviamente, é a chance de Freddie Highmore mostrar que não foi escolhido para o papel a toa. E ele realmente está perfeito.

“What’s Wrong With Norman” coloca os protagonistas em perigo quando a polícia entra na casa dos Bates com um mandado para procurar pistas do desaparecimento de Keith Summers. Eles encontram o cinto do morto, que Norman havia mantido embaixo de sua cama, mas a sorte dos dois é que o mesmo é escondido pelo Deputy Shelby que já havia demonstrado interesse em Norma nos episódios anteriores. Confrontado com sua fascinação pelo caderno sadomasô que encontrou em um dos quartos do motel, Norman acaba “apagando” na escola e indo parar em um hospital. Enquanto isso, Emma quer continuar a investigar o conteúdo do caderninho e seu significado real.

No campo dos coadjuvantes, Olivia Cooke continua ótima como Emma, e Mike Vogel ainda precisa mostrar o lado mais creepy do Deputy Shelby para que as suspeitas que o final do episódio lança sobre ele pareçam mais críveis. Max Thierot ganha a oportunidade de aprofundar seu personagem, e provavelmente vai ter um papel importante nos próximos episódios, mas é ofuscado pela atuação absurda de Freddie Highmore. A cena do diálogo entre os meio-irmãos em frente a TV, na noite em que Norma vai se encontrar com Shelby, é estranhamente tocante, e absolutamente memorável. Por fim, Vera Farmiga segue se mostrando uma das atrizes mais talentosas a estar no ar na televisão americana no momento. Sua Norma é meticulosamente construída e desempenhada.

Vale destacar também a direção nesse terceiro episódio da série, a cargo de Paul Edwards, veterano de Lost e um dos mais brilhantes diretores de televisão na ativa atualmente. Agora, sim, Bates Motel está aproveitando todo o talento que tem nas mãos para entregar uma peça sólida, decidida e bem executada de narrativa. Esperamos ansiosamente pelo resto.

***** (4,5/5)

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Próximo Bates Motel: 01x04 – Trust Me (08/04)

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