6 de abr de 2013

Review: Doctor Who, 07x08–The Rings of Akhaten

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por Andreas Lieber
(Tumblr)

ATENÇÃO: esse review contem spoilers!

Doctor Who é uma série de ficção científica, sim; mas também é uma série com um dos dramas mais refinados que podem ser encontrados na televisão hoje em dia. Completando cinquenta anos agora em 2013, a série teve tempo de sobra para dar à esse alienígena uma das humanidade mais belas possíveis. Vindo de uma temporada, ou temporadas, em que o plot central dos episódios era mais a ação e os efeitos especiais, The Rings of Akhaten, oitavo episódio da sétima temporada, chega as telas da BBC com a importante missão de nos lembrar que em Doctor Who há mais do que isso.

Quando Clara decide viajar com o Doctor e pede pra ver algo maravilhoso, a TARDIS estaciona nos aneis habitados do planeta Akhaten, onde orbitam sete mundos. Lá, durante o Festival of Offerings, Clara conhece a jovem rainha Merry, que tem como função cantar uma eterna canção de ninar que mantém um antigo deus adormecido. O problema é que, com canção ou sem canção, havia chegado a hora do deus devorador de almas acordar e ninguém, aparentemente, sabia o que fazer.

Em mais um episódio repleto de referências a temporadas passadas, como quando Clara pergunta ao Doctor se ele já havia estado naquele planeta e ele responde que “sim, há muito tempo atrás, com minha neta” (Susan, neta do Doctor, foi sua primeira companion na série clássica), o novato Neil Cross nos entrega um roteiro sensacional, embora um pouco confuso. Mais preocupado com o papel do Doctor e de suas companions na vida de outros do que em explicar a origem desse deus adormecido ou de como o Doctor o derrotou, The Rings of Akhaten, nos lembra algumas aventuras mais antigas do 9º e 10º Doctors, com companions como Rose, Martha e Donna, resgantando o verdadeiro sentimento de compaixão que a série formou em seus 50 anos.

Enquanto mais da história de Clara é revelada, ela se mostra uma das companions mais corajosas e essencialmente boas do Doctor, lembrando à jovem Merry, the Queen of Years, que o medo não pode obscurecer nossa coragem de tentar. Com um discurso final absolutamente e abissalmente emocionante, além de marcado por lágrimas, o Doctor nos lembra que sim, ele já viu o nascimento e a morte de universos, ele já caminhou sozinho onde as leis da física não se aplicam e ele já amou e perdeu coisas inconcebíveis, além de ter visto coisas que ninguém, ninguém, conseguiria sequer imaginar. Mas mesmo assim, com todas essas coisas, ele – eles, o Doctor e seus companions – nunca, jamais, viram as costas para alguém que precisa de ajuda. E em um episódio assim, eu garanto, não existem furos de plot que que nos fazem esquecer do porquê amamos esses universos novos que a bondade do Doctor abre a cada semana.

5/5(*****)

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