4 de abr de 2013

Review: Suburgatory, 02x19 – Decemberfold

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por Caio Coletti
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ATENÇÃO: esse review contem spoilers!

Existem algum motivos pelos quais Suburgatory ainda é uma das melhores coisas no ar na televisão americana, e embora a série tenha reaprendido a jogar com suas maiores forças por boa parte dessa temporada, uma delas ficou esquecida: o fato que, como uma comédia cartunesca e histérica, Suburgatory é também um ótimo drama de personagens. A incansável forma como a trama se mantem fiel a natureza de cada um desses seres humanos é uma característica que faz de “Decemberfold” tão especial, um episódio que nos lembra quem são, de verdade, as pessoas que estamos assistindo.

A trama principal do episódio, apesar do título, é também a mais sombria: com o retorno da filha em idade universitária de Noah a Chatswin para uma visita, Tessa vê a oportunidade de ter uma amiga que gosta das mesmas coisas que ela. Mas o passado de Jenna, a moça em questão, com Dalia, é bem mais complexo do que qualquer um poderia imaginar. Suburgatory nos revela algumas coisas novas sobre a filha de Dallas, mas no fim das contas o que faz é nos lembrar de que Dalia ainda é uma “sociopata de coração quebrado”, como Lisa define em certo momento da trama. Mas, da maneira que só Suburgatory é capaz de fazer, nós espectadores somos levados a sentir alguma pena, e muita empatia, pela moça, enquanto Carly Chaikin mostra mais nuances do que se poderia esperar dela.

A subtrama da vez envolve George tentando contradizer a afirmação de Dallas que ele “se leva sempre a sério”, assinando para participar de um calendário anual estrelado pelos pais de Chatswin. Ele logo se torna obsessivo em se tornar o modelo do mês de Dezembro, o mais concorrido de todos. É interessante lembrar que George pode ser um tolo competitivo as vezes, e que Dallas pode ser a mais sábia e mais adorável da relação. Cheryl Hines e seu sensacional diálogo com o moço sobre o presidente Obama agradecem ao roteiro de Andrew Guest, na oitava colaboração com a série.

Matar as saudades de Allie Grant em modo stalker é sempre um prazer, mas são as Royce brilham em “Decemberfold”. E, três semanas para o final da série, isso pode ser um sinal de que Suburgatory está se lembrando que criar conflito é essencial para uma boa narrativa, e não há forma melhor de fazê-lo do que colocando os personagens em confronto com suas próprias naturezas. Ah, e para os registros: Jeremy Sisto está em ótima forma para os seus 40 anos.

***** (4,5/5)

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Próximo Suburgatory: 02x20 – Go, Gamblers! (10/04)

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