3 de mai de 2013

Review: Person of Interest, 02x21 – Zero Day

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por Caio Coletti
(@EcoCaio)

ATENÇÃO: esse review contem spoilers!

Person of Interest é e sempre foi magistral na arte de revelar partes de sua trama maior deixando a dica de que todo um outro aspecto dela permanece inexplorado. “Zero Day” é mais um bom exemplo disso, de articulação de trama preparando-se para o finale, e de eficiência do formato de flashbacks da série. Para colocar os riscos no maior nível possível, o roteiro de Amanda Segel e David Slack, ambos na sexta colaboração com a série, coloca a máquina de Finch em perigo, como vem sendo antecipando já desde uma série de episódios na metade da temporada. Revela que quem está por trás dessa ameaça é uma multinacional, e faz Finch precisar admitir que a contingência da máquina no caso de um shutdown total é ligar para um telefone público pré-determinado e dar a quem atendê-lo poderes quase ilimitados para explorar seu infinito banco de dados.

No entanto, mesmo tendo todo esse esclarecimento, o episódio deixa obscuro o porquê de Harold ter vendido um laptop contendo o próprio vírus que agora ataca a máquina para o governo chinês, o que levou Reese a ser mandado em uma missão para recuperá-lo e, como já sabemos, ser quase morto por sua parceira. É um baque emocional quando o chefe da operação feito com gosto por John Nolan (sim, ele é tio dos irmãos Christopher e Jonathan, este último criador de Person) revela a Reese que o homem que “causou” a missão que quase tirou sua vida foi Finch. Esses dois tem algumas contas a acertar, embora provavelmente esse diálogo vá acabar ficando para a terceira temporada.

“Zero Day” faz reaparecer duas personagens que marcaram essa segunda temporada da série e, nós sabíamos, iam fazer algo para esquentar esse finale. A Root de Amy Acker tem muito mais a fazer que a Agente Shaw de Sarah Shahi, embora não deixe de ser awesome ver essa última em ação com Reese (“I’m this way” “I’m driving” “No. No, you are not.”). Mas enquanto uma é um bônus, outra é parte fundamental da trama. Acker parece se divertir interpretando um tipo sociopático que parece se divertir mesmo quando as maiores consequencias estão em risco. Há algo de kitsch em Person que é preciso ser assumido em alguns momentos, e a entrega de Amy para a seguinte frase é um deles: “I’m not a sociopath, Harold. Believe me, sometimes I wish I was, the things I’ve had to do would’ve been so much easier”.

Mas enfim, os flashbacks: esse é um recurso que é necessário para a trama prática da série, mas que reconhecidamente funciona melhor no âmbito pessoal da mesma. O grande acerto de “Zero Day” é conjugar os dois lados dessa equação. Vemos Harold tendo que impedir seu parceiro Nathan de fazer o que o próprio Harold faz hoje em dia, mas três anos atrás. Os eventos que provavelmente vão levar a morte de Nathan são deixados em espera enquanto acompanhamos também Harold pedindo sua Grace em casamento, em uma cena singelamente tocante. Michael Emerson segue sendo um dos intérpretes de facilidade verbal e transparência emocional mais notáveis da televisão americana.

Enquanto isso, a série trata de colocar Carter em perigo também, com um tiroteiro armado pela HR para tirá-la da investigação da morte de Beecher. Uma pena que essa trama final perpetue a constante separação entre as vertentes da série, que esteve em pauta durante toda a temporada. Um pequeno incômodo para um penúltimo episódio em geral incrível.

***** (4,5/5)

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Próximo Person of Interest: 02x22 – God Mode

1 comentários:

Anônimo disse...

Torço para uma terceira temporada e as explicações para os mistérios dessa ótima série.