8 de set de 2013

Top 05: Preciosidades escondidas em álbuns de 2013 (edição #5)

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A rapidez não é usual da carreira de John Mayer, que cravou uma média boa de 6 álbuns nos últimos 12 anos, mas foram só 15 meses entre Born and Raised e o novo Paradise Valley. O som mudou, mas discretamente: sai um pouco do country de raiz e entra a música folk americana de verdade (no sentido de música folclórica), com pitadas de soul obrigatórias e o mesmo clima relaxado que John estabeleceu para si no último álbum. Faça o que fizer, o moço, que vem fazer shows aqui no Brasil ainda esse mês, merece pelo menos uma audição atenta.

Bem-vindos ao nosso quinto Top 5 de músicas de 2013 que não são singles, e ninguém entende o porquê.

Edição #1
Edição #2
Edição #3
Edição #4

1ª posição – “You’re No One ‘Til Someone Lets You Down” (Paradise Valley, John Mayer)

Além de resumir perfeitamente o clima do novo álbum, com uma letra levemente debochada e ao mesmo tempo tocante, a canção traz um solo de guitarra delicioso e a batida constante do gênero que os críticos chamam de americana. Ouvir John deixar a voz fluir por uma melodia circular, incluindo pingos de soul nos momentos certos da interpretação, é um prazer que nenhum álbum anterior do moço conseguiu proporcionar.

Do mesmo álbum, atenção para: "Badge and Gun", "Who You Love" (feat. Katy Perry)

2ª posição – “Manhattan” (The Blessed Unrest, Sara Bareilles)

Ser a faixa mais linda de um dos álbuns mais lindos de 2013 não é missão fácil, mas “Manhattan” consegue. Além de contar com uma interpretação calorosa por parte de Sara, a canção tem ao seu lado uma melodia linda, um refrão de quebrar o coração e uma letra melancólica no melhor sentido. Com tudo isso, quem precisa de mais do que piano e voz? Da estirpe de baladas nesse estilo que viraram moda depois de “Someone Like You”, “Manhattan” é uma das mais bem acabadas.

Do mesmo álbum, atenção para: "Hercules", "Islands"

3ª posição – “Quizás, Quizás, Quizás” (Postales, Gaby Moreno)

Essa é a segunda aparição da Gaby Moreno no nosso Top 5. A primeira foi com o tango “Kiss of Fire”, que a moça gravou com o ator/cantor Hugh Laurie e que entrou no álbum dele. A verdade é que o featuring nos fez prestar atenção nessa guatemalteca (pois é!) com uma voz gostosinha e uma bela noção de gêneros e misturas. A escolha de “Quizás, Quizás, Quizás” também não é gratuita: a música foi escrita originalmente em 1947 e desde então se tornou uma das mais regravadas do mundo.

Do mesmo álbum, atenção para: "No Soy El Aire"

4ª posição – “Religion” (Don’t Look Down, Skylar Grey)

Nós não esperamos quase três anos pelo álbum de estreia de Skylar Grey a toa. O disco está cheio de pequenas pérolas, e no meio da preciosidade toda vale destacar “Religion”, que ganhou um tratamento mezzo-alternative rock com ecos fortes dos anos 90 (em certos momentos o vocal de Skylar até emula os agudos da Alanis mais jovem), mezzo-hip hop com uma batida bem quebrada. Destaque também para a letra, uma alegoria romântico-religiosa espertíssima.

Do mesmo álbum, atenção para: "Back From The Dead", "Shit, Man!"

5ª posição – “Cold Song” (Arielle Dombasle, ERA)

A parceria de um álbum todo entre os papas do new wave ERA e a cantora franco-americana Arielle Dombasle rendeu uma série de versões grandiosas de músicas clássicas (em algumas instâncias no sentido de eruditas mesmo). “Cold Song” traz uma vibe mais moderna por ser regravação de um dos maiores hits do cantor oitentista Klaus Nomi, conhecido por misturar eletrônica e ópera. Não há nada que se compare ao falsete sentido do original, mas ERA e Dombasle criam uma versão respeitosamente épica.

Do mesmo álbum, atenção para: "Don't Take Pleasure of My Pain"

Caio

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