2 de out de 2013

Top 5 “gettin’ better with age”: Artistas que ficaram melhores depois dos 50

71ss41M AmL._SL1024_Capa da Rolling Stone US de Setembro de 2013

A versão da Rolling Stone Brasil é um pouco diferente, mas a afirmação é bem parecida: na atualidade, Bruce Springsteen é dono do maior espetáculo da Terra. Em muitos sentidos, inclusive, uma vez que a performance recorde do americano bateu em mais de 4 horas de duração. Do alto dos 64 anos e pique de novinho, “The Boss” está na melhor década de sua carreira, fato corroborrado pelas estatisticas: dos cinco álbuns de estúdio lançados nos últimos 13 anos, todos bateram no topo da parada a Billboard. O mais recente, Wrecking Ball, é um dos mais criticamente aclamados do ano passado – a publicação The Independent cravou, na época do lançamento: “não haverá um álbum mais desafiador este ano”.

A nova geração abraçou o trabalho de Bruce ao ouvir os ídolos jovens falarem de sua admiração por ele (Lady Gaga é, especialmente, uma grande fã), mas ele não é o único. Uma série de outros artistas, do cinema, da TV e da música, experimentaram uma popularidade e respeito crítico inéditos ou pelo menos renovados em suas carreiras depois dos 50 anos de idade. Esses cinco aí embaixo são o exemplo mais gritante de artistas que só ficaram melhores com o tempo:

Meryl Streep, 64 anos

Nao dá pra dizer que Meryl Streep não era a maior atriz americana viva antes de O Diabo Veste Prada, mas é inegável o efeito do papel de Miranda Prestly na adaptação do best-seller de Lauren Weisberger. Basta olhar para a filmografia da moça e constatar que desde 2006 os papéis dobraram, e as bilheterias também (Mamma Mia! é o maior sucesso comercial das quatro décadas de carreira de Mrs. Streep). Quanto ao prestígio, não é como se Streep tivesse perdido a confiança da crítica em algum momento, mas o público certamente fez mais coro nos últimos anos. O Oscar por A Dama de Ferro, terceiro da carreira e primeiro desde 1982, não deixa mentir.

E agora, dona Streep? Não pense que Meryl tem parada: ela já está na lista para uma indicação ao Oscar por August: Osage County, e prepara-se para ser dirigida por Tommy Lee Jones em The Homesman e por Rob Marshall no musical Into The Woods.

Helen Mirren, 67 anos

Muitos atores e atrizes britânicos constróem uma carreira mais-do-que-sólida e ganham reconhecimento nacional em sua terra natal, mas nunca agarram a oportunidade de “pular o Oceano Atlântico” e tentar a sorte no cinema americano. Helen Mirren era um rosto conhecido em sua Inglaterra natal desde os tenros 30 anos, mas foi logo após passar a marca dos 60 que o Oscar e o papel da Rainha Elizabeth I em A Rainha lhe deram visibilidade internacional. De 2006 para cá, a londrina virou figurinha fácil em blockbusters como Coração de Tinta, A Lenda do Tesouro Perdido e Red, mas mantem o prestígio em papeis como A Última Estação, Hitchcock e A Tempestade.

E agora, dona Mirren?  Recém indicada ao Emmy pelo telefilme Phil Spector, Helen está na continuação de Red, e filma na França o novo de Lasse Hallstrom, um drama cômico intitulado The Hundred-Foot Journey.

Morgan Freeman, 75 anos

Cria do teatro, Morgan foi conseguir notoriedade cinematográfica já cinquentão, lá em 1987, quando roubou a cena de Christopher Reeve no thriller Armação Perigosa. O segredo desses últimos 25 anos foi compensar por todo o tempo perdido: Morgan é o trabalhador exemplar de Hollywood, geralmente estreando uma média de quatro ou cinco filmes por ano. O volume de trabalho não diminui, sendo esse americano de Tennessee um dos rostos e vozes mais reconhecidos do público, e as cinco indicações ao Oscar desde 1987 (incluindo a vitória por Menina de Ouro em 2005) comprovam que Morgan só fica melhor com o tempo.

E agora, senhor Freeman? Está ao lado de Robert DeNiro, Michael Douglas e Kevin Kline na comédia Last Vegas, que estreia em Dezembro. Enquanto isso, tem na manga filmes com nomes como Diane Keaton (Life Itself), Luc Besson (Lucy), Johnny Depp (Transcendence) e Clive Owen (The Last Knights).

Cyndi Lauper, 60 anos

Cyndi Lauper experimentou sua ressurreição musical exatamente no ano em que completava 50 primaveras de vida. 2003 marcou o lançamento de At Last, primeiro álbum de sua carreira a marcar mais de 200 mil cópias vendidas desde 1989. A reação crítica foi ainda mais animadora: o disco de covers de clássicos do soul e do jazz americano ganhou algumas das críticas mais exaltadas do ano. Bring Ya to The Brink, o álbum seguinte, provou que Cyndi ainda era uma das artistas pop mais afiadas por aí, e o sucesso só aumentou quando ela resolveu experimentar o blues, gênero para o qual sua voz sempre foi talhada, no Memphis Blues. #1 na parada do gênero na Billboard, #26 no Billboard 200.

A agora, dona Lauper? Cyndi está cada vez mais explorando seu prestígio para tentar novas mídias: é convidada recorrente na série Bones, em que interpreta uma medium; ganhou um Tony pela trilha de Kinky Boots, peça da Broadway; e lançou  até um livro de memórias.

Betty White, 91 anos

“Veterana” não é exatamente a palavra certa para definir Betty White. Essa americana estreou na televisão em 1953 em uma das primeiras sitcoms da história da plataforma, então “experimental”, intitulada Life With Elizabeth. A vida curta da série não a impediu de engatar uma carreira de seis décadas que a fez uma lenda viva e objeto de admiração de qualquer pessoa trabalhando no showbusiness americano. Porque ela está aqui, entao? Porque isso tudo culminou só em 2009, quando o papel coadjuvante em A Proposta chamou a atenção do público jovem e essa senhorinha nonagenária se tornou uma das comediantes mais populares da atualidade. Ela até voltou ao radar das premiações, ganhando dois SAG Awards e um Emmy.

E agora, dona White? Passando dos 90 anos, é natural que Betty queira diminuir o volume de trabalho, mas a série Hot in Cleveland, que lhe garantiu um desses SAG Awards, continua firme e forte, partindo para a quinta temporada.

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