15 de jan de 2014

Review: The Blacklist, 01x11 – The Good Samaritan

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ATENÇÃO: esse review contem spoilers!

por Caio Coletti

“The suspense is killing me!”. No começo de sua winter season, também conhecido como a segunda metade da primeira temporada, The Blacklist faz o que a crítica de televisão precisa começar a chamar de “episódio de consequencias” (aftermath episode, ou algo assim): depois do pandemônio das duas partes de “Anslo Garrick”, lá em Dezembro, a série precisa jogar com as peças fora de lugar e arranjar um jeito de arrumá-las para uma nova realidade que, ao mesmo tempo que respeite os fatos acontecidos recentemente com esses personagens, não se distancie muito da premissa original da série (porque, por mais que a NBC esteja disposta a arriscar, ela ainda é uma emissora aberta).

“The Good Samaritan” faz esse trabalho com uma certa dose de cinismo televisivo, mas consegue fazer com que tudo funcione pelo caminho. O bom trabalho de roteiro precisa ser creditado aos staff writers Brandon Margolis e Brandon Sonnier, em sua primeira aparição como escritores principais de um episódio. Esses dois membros da equipe do programa conhecem os personagens e reconhecem as mudanças pelas quais eles passaram nos últimos episódios, mas aima de tudo reconhecem também as mudanças pelas quais eles ainda precisam passar para aprimorar a série. Essa semana, temos uma Agente Keen mais dura e mais competente em seu trabalho, se encaixando melhor na indefnição moral de The Blacklist e dando a Megan Boone material sólido para trabalhar.

O blacklister da semana é um serial killer interpretado por Frank Whaley (Pulp Fiction), que parece escolher vítimas perpretadoras de abuso físico contra filhos ou conjuges e reproduzir neles os ferimentos que causaram nos entes queridos. Pode ser que Karl Hoffman, o Good Samaritan, não seja um vilão pulp no mesmo nível físico que Anslo Garrick foi, mas tanto a performance bizarramente creepy de Whaley quanto os métodos cruéis do assassino produzem exatamente o tipo de tom no qual The Blacklist precisa sempre se apoiar na trama semanal. Do outro lado do episódio, Red está desgarrado do FBI e procurando o responsável por financiar, executar e vazar informações que tornaram possíveis a missão de Garrick contra ele. Isso significa que James Spader, pós indicação ao Globo de Ouro, tem a oportunidade de se divertir e matar alguns figurantes.

Até o final de “The Good Samaritan”, The Blacklist está de volta ao normal, ou quase. A série aproveita a virada de trama para afastar Red dos headquarters do FBI, quando a preocupação do roteiro com o personagem parecia enclipsar os coadjuvantes de tal forma que eles não tinham espaço para respirar, que dirá ter alguma personalidade. Ao que parece, agora que trata exclusivamente com Liz, o personagem de James Spader não estará por perto para sombrear as performances de gente como Jane Alexander e Parminder Nagra, aqui mostrando suas forças. Mais uma vez, a série mostrou que conhece suas forças e fraquezas como poucas outras atualmente, e promete uma segunda fatia de temporada, no mínimo, extremamente divertida.

Observações adicionais:

- A primeira sequencia de Red é ao som de Johnny Cash, interrogando aqueles que participaram em seu sequestro. O episódio dessa semana é dirigido por Dan Lerner, de extenso currículo televisivo, e está mais bem polido visualmente do que o normal.

- “I do love strogonoff”

✮✮✮✮✮ (4,5/5)

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