21 de jan de 2014

Review: The Blacklist, 01x12 – The Alchemist

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ATENÇÃO: esse review contem spoilers!

por Caio Coletti

“He isn’t vegan, is he?” Na semana passada, The Blacklist acenou para um futuro próximo potencialmente brilhante ao reconhecer as fraquezas da primeira metade de sua temporada de estréia e, em boa parte, consertá-las com o simples movimento de afastar Red do centro da atividade do FBI. Manter o personagem nas margens da trama, e principalmente agindo sozinho em seu próprio interesse, tendo como único contato com a agência governamental a Agente Keen, é uma decisão brilhante porque dá espaço para The Blacklist ser um thriller mais completo, ao invés de um show particular semanal de James Spader. “The Alchemist” pode não funcionar tão bem quando “The Good Samaritan”, mas dá a ideia de como é um episódio comum dessa nova The Blacklist.

Comecemos, como sempre, pelo vilão da vez: o blacklister da vez é interpretado por Ryan O’Nan, um astro em ascenção no cenário americano que tem quase uma dezena de filmes no forno e já apareceu em filmes como Comer Rezar Amar e O Homem de Gelo. Charmosamente creepy, O’Nan é ótima escolha para um papel que precisa marcar uma impressão forte com pouco tempo em tela. O The Alchemist é um criminoso contratado por outros criminosos quando estes querem sumir do mapa, e seu trabalho consiste em achar pessoas bastante parecidas com seus clientes e, através de tecnologias de alteração genética, torná-los igualmente semelhantes nos exames de DNA.

A própria descrição dos métodos do Alchemist é o bastante para trazer o episódio para o nivel certo de pulp, mesmo porque o restante da narrativa da semana não faz muito nesse sentido. O capítulo dessa semana carrega uma quantidade impressionante de plot, em várias frentes da série: no lado da vida doméstica da Agente Keen, nós descobrimos que o bebê que ela e Tom adotaram está para chegar, e Liz não planeja tirar licença maternidade, devido a importância do seu trabalho; enquanto a caçada pelo Alchemist rola, Red reuniu uma equipe para investigar as entranhas do FBI para achar o elemento infiltrado que facilitou a missão de Anslo Garrick; e, por fim, há algo sobre uma ex-namorada do agente Ressler que está prestes a se casar.

Na primeira subtrama citada aí em cima, nem tudo funciona exatamente como os escritores da série parecem querer, muito provavelmente graças a performance não muito complexa de Ryan Eggold. Talvez esse lado de The Blacklist funcionasse melhor se não houvesse todo esse mistério envolvendo os segredos que Tom supostamente esconde de Liz, a possibilidade do personagem não ser o que aparenta e, agora, uma mulher contratada por outra pessoa para seduzí-lo (?). O lado doméstico da protagonista poderia ser um respiro bem-vindo para a sempre carregada The Blacklist, mas parece que os roteiristas não acreditam no potencial dramático de ter uma agende do FBI tentando equilibrar trabalho e casamento.

A “nova The Blacklist”, como eu ando chamando, ainda não acerta exatamente tudo o que se propõe, mas continua entregando momentos sólidos quando James Spader está em cena, especialmente ao lado de Megan Boone. Competente nas tramas semanais, a série ganha o jogo porque tem um centro emocional e temático bastante forte correndo por baixo de todos os erros e acertos da superfície.

Observações adicionais:

- Vince Misiano dirige o episódio essa semana, retornando depois do bom trabalho em “The Stewmaker”, que foi um capítulo superior em muitos sentidos a esse. Mesmo assim, o moço arquiva um belo trabalho.

- “I hate sarcasm and I love puzzles”

- A tentativa de desenvolver o personagem de Ressler mais uma vez esbarra na pouca competência de Diego Klattenhoff, que não ajuda os roteiristas, já bastante sobrecarregados com muitas coisas para colocar no episódio.

- O FBI está definitivamente mais competente agora. Apesar de Liz ainda precisar da ajuda de Red para apontar nomes e caminhar com ela pelas pistas e para onde elas apontam, o resto do episódio é guiado por um trabalho sólido de investigação. A série está achando maneiras de manter a trama seguindo sem confiar em erros do agentes.

✮✮✮✮ (4/5)

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