9 de jul de 2014

Top 5: Os clipes sensacionais do OK Go

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por Caio Coletti

Talvez o primeiro dos fenômenos virais do Youtube, o quarteto OK Go permanece até hoje (oito anos depois do Oh No e seu ostensivo hit – do qual falaremos mais tarde – “Here it Goes Again”) como uma força da natureza quando se fala de virtuosismo visual. A incansável vontade de surpreender o público, especialmente depois de todo mundo ter se apaixonado por aquele primeiro vídeo com as esteiras, manteve a banda na realeza do rock alternativo, e também na boca de todo mundo que curte um clipe bem-produzido.

Há quem diga que é só técnica, e que raramente os vídeos da banda tem algo a ver com a música. O vocalista principal Damian Kulash jura que não é só uma jogada de marketing: “Em nenhum caso nós dissemos ‘a-ha, isso vai fazer as pessoas comprarem o nosso disco’. Sempre foi nossa posição que a razão pela qual você está em uma banda de rock é para fazer coisas. Você quer fazer coisas criativas para viver”. Com essa atitude de complemento ao trabalho criativo, o OK Go já levou um Grammy e teve seus clipes exibidos em vários museus de arte contemporânea.

Abaixo, a gente elenca os 5 vídeos essenciais da banda, incluindo o mais recente, com o qual abrimos a lista:

“The Writing’s on the Wall” (17 de Junho de 2014)

Prestes a lançar o quarto álbum da carreira (só um deles, o auto intitulado OK Go, veio antes da fama viral), a banda tirou três semanas numa rotina de trabalho 20 horas por dia (!) ao lado de uma equipe de mais de 50 pessoas (!!) para criar as muitas ilusões de ótica de “The Writing’s on the Wall”. A coreografia complexa inclui trocas de roupa realizadas em tempo real – o clipe foi filmado em só um take, com uma câmera operada pelos próprios integrantes da banda, e mostra várias perspectivas que fazem pinturas em 2D parecerem cenários tridimensionais.

A “desconstrução” das ilusões é a parte divertida do vídeo, e o mais legal é que tudo isso, além de deliciosamente engenhoso, tem muito a ver com a letra sentida sobre um relacionamento em que nenhum dos lados vai sair ganhando.

Hungry Ghosts, o novo álbum, sai no dia 14 de Outubro.

“Here it Goes Again” (31 de Julho de 2006)

Foi aqui que tudo começou. O OK Go já estava para completar meia década de estrada quando resolveu fazer upload de um vídeo que os integrantes haviam ensaiado exaustivamente para completar, lá em meados de 2005. A coreografia nas esteiras conquistou o mundo – foram 52 milhões de visualizações até o vídeo ser retirado do canal da banda e repostado no da EMI Records, onde recebeu mais 20 milhões de visitas – isso numa época em que o Youtube ainda não era o gigante que é hoje.

Eles foram convidados para repetir a proeza ao vivo, no MTV Movie Awards daquele ano, e o resultado foi ainda mais awesome do que o esperado. Saudades de quando o OK Go era popular assim.

“Here it Goes Again” é do energético (e excelente) álbum Oh No, de 2005.

“This Too Shall Pass” (1 de Março de 2010)

Nosso preferido disparado, “This Too Shall Pass” empresta o conceito do cartunista e inventor Rube Goldberg (o criador dos “efeitos dominó”) para realizar algo muito mais elaborado. Foram quatro meses de construção e preparação do enorme dispositivo que inclui objetos absolutamente diversos como uma televisão, bolas de metal enormes, um piano (!), latas de lixo e máquinas de escrever, para citar só alguns. Momento de triunfo: uma guitarra pendurada por um fio faz duas colheres baterem em copos cheios de água, sem os derrubarem, e a melodia que sai é idêntica ao do refrão da música.

Mesmo com toda a preparação, foram necessários 60 takes (sim, 60) para conseguir realizar a sequencia com perfeição. A equipe precisava de em torno de uma hora para resetar a máquina a cada vez que algo dava errado.

“This Too Shall Pass” está no álbum Of The Blue Collor of the Sky, de 2010.

“All Is Not Lost” (25 de Julho de 2011)

A parceria com o grupo de dança Pilobolus gerou uma das experiências mais legais e interativas da carreira do OK Go. Não tanto nessa versão filmada para o Youtube aí em cima, mas sim no site que hospeda a versão original do clipe, que permite ao espectador incluir uma mensagem que será formada com os corpos dos dançarinos ao final do vídeo. O vídeo todo é baseado na performance deles, e na versão do site as “janelas” que vão se multiplicando na tela também fazem parte da coreografia, filmada de baixo enquanto os dançarinos se movimentam em uma superfície transparente. O conceito todo é bem original.

Para formar os padrões que aparecem na tela, a produção do clipe precisou de 12 longos takes, que são reproduzidos em números cada vez maiores até estarem multiplicados em 48 “janelas” diferentes desse mosaico em movimento do OK Go.

“All is Not Lost” também é do álbum Of The Blue Collor of the Sky, de 2010.

“Needing/Getting” (05 de Fevereiro de 2012)

Outro dos nossos preferidos. Com a ajuda da Chrevrolet, que inseriu “braços pneumáticos” no seu então recém-lançado modelo Sonic, o OK Go se preparou por quatro meses para criar uma versão acústica “automobilística” para a faixa “Needing/Getting”. Conforme o carro dirigido pelo vocalista Damian Kulash passa por uma pista armada no meio do deserto, os tais braços que se estendem dos lados do carro tocam vários instrumentos posicionados estrategicamente, criando exatamente o som que a música pede. É um vídeo deliciosamente engenhoso na melhor tradição do OK Go.

Foram mais de 1000 instrumentos utilizados na brincadeira, e o vocalista Kulash teve que fazer aulas com um dublê profissional para dirigir o carro. “Needing/Getting” foi exibido no comercial do Super Bowl de 2012.

A faixa está no Of The Blue Collor of the Sky, de 2010.

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