7 de nov de 2014

Você precisa conhecer: As viagens musicais da sueca Marlene

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por Caio Coletti

Pop sueco não é mais novidade para ninguém, eu espero. Pelo menos duas dicas recentes d’O Anagrama (aqui e aqui) fazem parte da avalanche de artistas daquela parte da Europa que está tomando de assalto o mundo indie – e, mesmo que mais lentamente, também as paradas pop. Agora é a vez de mais uma artista de lá, e talvez seja a mais incrível até o momento: a Marlene é da capital da Suécia, Estocolmo, e faz um som um pouco diferente de suas colegas de synthpop, tradição mais que arraigada por lá. Com elementos francos de R&B, dream-pop e outras influências que aparecem salpicadas pelas canções, a moça consegue criar uma sonoridade única e imperdível.

Aparecendo desde o começo do ano passado com o single de estreia “Bon Voyage” (abaixo), Marlene não nega as influências norte-americanas na composição do seu estilo. A moça contou em entrevista para o Jajaja Music que, durante a infância, era fã do Hanson e das Spice Girls – e que ainda acha “Genie in a Bottle”, da Christina Aguilera, genial. Ao mesmo tempo, como uma boa garota sueca, ela cresceu sob a influência dos primeiros discos da Robyn, ícone musical contemporâneo do país. A mistura dá em músicas que por vezes ressoam as melodias do R&B noventistas, por vezes mergulham fundo no synthpop e nos gêneros mais herméticos pelos quais os suecos ficaram conhecidos. Colocamos “Stay Awake” aí embaixo também, para efeitos de comparação.

Comparada vocalmente com ícones americanos como Brandy e Rihanna, a cantora tem mesmo um timbre bem único entre suas companheiras de momento musical. Com quebras de tom lindíssimas quando entra no registro agudo, e uma facilidade tremenda na hora de interpretar as letras agridoces que formam seu repertório até agora, Marlene é uma das vozes mais agradáveis de se ouvir da nova geração de cantoras suecas. Há uma qualidade calorosa nela que falta à lírica Frida Sundemo ou à rouca Beatrice Eli – não desmerecendo essas duas ótimas artistas, mas é bacana sublinhar como Marlene se diferencia delas.

Os refrões mais levados pelo sintetizador são empolgantes, especialmente em “Indian Summer” (abaixo), que ganhou também o clipe mais luxuriante de todos, e batizou o EP de estreia da moça, que saiu ainda esse ano. Planos para um álbum? Ela diz que ainda não, mas se precisasse prever como seria uma coleção de canções com a marca especial de Marlene, ela cravaria: “Muito R&B sueco melancólico, sons lindos e sonhadores, e letras sobre minha experiência de vida”.

Pra quem gosta de: Beatrice Eli, FKA Twigs, Tove Lo, Frida Sundemo

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Outras músicas: "Love You Anyway" (with Ji Nilsson) - "Lavender Fields"

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