10 de jan de 2017

Diário de filmes do mês: Dezembro/2016

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por Caio Coletti

Nem todos os filmes merecem (ou pedem) uma análise complexa como a que fazemos com alguns dos lançamentos mais “quentes” ou filmes que descobrimos e nos surpreendem positivamente. É levando em consideração a função da crítica e da resenha como uma orientação do público em relação ao que vai ser visto em determinado filme que eu resolvi criar essa coluna, que visa falar brevemente dos filmes que não ganharam review completo no site. Vamos lá:

1

Perfeita é a Mãe! (Bad Moms, EUA, 2016)
Direção e roteiro: Jon Lucas, Scott Moore
Elenco: Mila Kunis, Kathryn Hahn, Kristen Bell, Christina Applegate, Jada Pinkett Smith, Annie Mumolo, Oona Laurence, Emjay Anthony, David Walton, Clark Duke, Jay Hernandez, Wendell Pierce
100 minutos

Jon Lucas e Scott Moore não são grandes diretores ou roteiristas. Eles são os caras que criaram Se Beber, Não Case, a franquia de comédia mais improvável (e indesejável) da última década, afinal. A química que faz de Perfeita é a Mãe! uma comédia esperta, única e importante é entre a dupla de criadores e seu elenco. Eles deixam elas moldarem as personagens que saíram de suas páginas com alguma liberdade, e o resultado é muito mais uma ode à individualidade dessas mulheres do que uma ode ao seu status como mães. Na trama, vemos um trio de jovens mães se reunindo por acaso quando uma delas decide que está “cansada” de tentar ser perfeita enquanto o marido a trai com uma atriz pornô via internet. A jornada na qual Mila Kunis, Kristen Bell e Kathryn Hahn embarcam a partir daí tira risadas fáceis de situações óbvias (mas que não deixam de funcionar), e confia no trio de atrizes para adicionar profundidade à graça que o filme já faz sobre a pressão que colocamos nas mães em nossa sociedade.

A sorte dos diretores é que as três protagonistas são ótimas nessa missão, e Perfeita é a Mãe! ganha um apelo emocional muito maior do que jamais teria direito de ter. Hahn e Bell são especialmente prodigiosas no timing cômico, enquanto Kunis adiciona tempero ao papel mais “certinho” do filme – ao redor delas, gente como Christina Applegate e Jada Pinkett Smith se diverte com personagens desenhadas com cores generosas. Por seu próprio tema, Perfeita é a Mãe! é subversivo e saboroso, mas é ao encontrar os rostos certos para suas personagens simbólicas que a comédia se torna uma das mais divertidas, ainda que eventualmente descartáveis, do ano.

✰✰✰✰ (3,5/5)

2

O Último Capítulo (I Am the Pretty Thing that Lives in the House, EUA/Canadá, 2016)
Direção e roteiro: Oz Perkins
Elenco: Ruth Wilson, Paula Prentiss, Lucy Boynton, Bob Balaban
87 minutos

O cinema de horror no século XXI é muito, muito mais do que os fãs mais superficiais do gênero poderiam atestar. Para além do básico bem executado de James Wan mora um leque enorme de estilos, abordagens e reflexões sobre o gênero. Oz Perkins é autor de mais um componente dessa diversidade, o filme O Último Capítulo, lançado diretamente na Netflix no final do ano passado. “Climático” não é a palavra certa para definí-lo, porque a verdade é que O Último Capítulo é todo atmosfera, e quase nada narrativa. Ao invés de nos contar uma história, Perkins dança ao redor dela, e nos prende em um ambiente sufocante com sua protagonista, a enfermeira Lily (Ruth Wilson, ótima), contratada para cuidar da idosa escritora de terror Iris Blum (Paula Prentiss). A assombração do filme está nos detalhes mais sutis, e Perkins filma em câmera aberta para percebermos as pequenas coisas fora do lugar dentro da casa (uma cadeira de cabeça para baixo é especialmente enervante). Silencioso, obstinadamente lento e genioso, o filme é também uma reflexão intensa sobre a morte.

Por meio da narração de Lily e da natureza “apagada” de sua história, O Último Capítulo quer nos dizer coisas profundas sobre como nos tornamos memórias distantes de nós mesmos quando morremos, e sobre como essas memórias só produzem fantasmas se os vivos se lembrarem de nós. Perkins captura o clima melancólico e disperso dessa reflexão, e usa técnicas rudimentares para chegar em um resultado preciso e inteligente. Em 87 minutos, o filme não se estende demais, deixando o espectador à deriva em suas excentricidades – passa devagar, mas dura pouco, e deixa uma marca.

✰✰✰✰ (4/5)

3

Dois Caras Legais (The Nice Guys, EUA, 2016)
Direção: Shane Black
Roteiro: Shane Black, Anthony Bagarozzi
Elenco: Russel Crowe, Ryan Gosling, Angourie Rice, Matt Bomer, Margaret Qualley, Yaya DaCosta, Keith David, Beau Knapp, Lois Smith, Kim Basinger
116 minutos

O que Shane Black faz não existe mais na grande Hollywood. Comédias de ação não estão em alta, eu sei, mas não é nem disso que eu estou falando – o roteirista e diretor, que criou a franquia Máquina Mortífera e escreveu, entre outros, O Último Grande Herói, funciona melhor no caos do que no ambiente impecavelmente organizado do clímax de um blockbuster moderno. O fato de que o deixaram fazer Dois Caras Legais é incrível – passado nos anos 70, o filme parece ter sido feito naquela época também,  e o resultado é uma comédia de estrutura familiar, mas conteúdo e personagens únicos o bastante para nos engajar. Russell Crowe é um “acertador de contas” profissional que cruza caminhos com Ryan Gosling, um detetive particular decadente, e os dois (com a ajuda da filha de Gosling, feita pela ótima Angourie Rice) precisam resolver o mistério do assassinato de Misty Mountains, uma estrela pornográfica. Você sabe o que acontece depois: segredos pessoais são revelados, a dupla improvável começa a se dar bem, e uma vilã do mundo corporativo está por trás de tudo.

Crowe se diverte ao encarnar a persona mal-humorada que se tornou sua marca nessa fase da carreira, mas a revelação aqui é Gosling, que mostra insuspeito timing cômico e excelente construção de personagem na pele do amalucado, suspeito e sempre embriagado Detetive March. Gosling respira vida ao filme, que demora um pouco para se encontrar em sua narrativa e feeling, culminando em um delicioso clímax que coloca o melhor da direção caótica de Shane Black para funcionar e nos pega de surpresa com o quanto passamos a nos importar com esses personagens. Sorrateiro, o roteirista criou um filme irreverente e despretensioso, que merece uma olhada.

✰✰✰✰ (3,5/5)

4

Pets – A Vida Secreta dos Bichos (The Secret Life of Pets, EUA/Japão, 2016)
Direção: Chris Renaud, Yarrow Cheney
Roteiro: Cinco Paul, Ken Daurio
Elenco: Louis C.K., Eric Stonestreet, Kevin Hart, Jenny Slate, Ellie Kemper, Albert Brooks, Lake Bell, Dana Carvey, Hannibal Buress, Bobby Moynihan, Steve Coogan
87 minutos

Ao contrário da maioria das empresas de animação hoje em dia, a Illumination não tem muitas pretensões artísticas – e isso tem funcionado muito bem. Foi assim que a empresa se viu no topo das bilheterias com Meu Malvado Favorito, Minions e, em 2016, Pets – A Vida Secreta dos Bichos. São, geralmente, aventuras perfeitamente divertidas que conseguem entreter crianças e adultos sem a necessidade de passar uma mensagem mais profunda ou mostrar um nível de sofisticação tremendo. Com um elenco de timing cômico afiado e uma trama que estica até as barreiras bem flexíveis do absurdo que aprendemos a esperar de uma animação com animais falantes, Pets é tecnicamente impecável e prazerosamente inventivo, embora não seja (nem queira ser) um grande filme. Se você só quer assistir uma animação em 2016, não assista Pets – se quer assistir 10, talvez seja uma boa ideia arranjar um espacinho para essa.

Na trama, um simpático cachorrinho dublado por Louis C.K. tem sua vida abalada quando sua dona traz para casa um segundo cão, esse interpretado por Eric Stonestreet. Enquanto tenta se livrar do companheiro indesejado, o protagonista se perde em Nova York e seus amigos, os outros animais de estimação da vizinhança, correm procurá-lo. Jenny Slate é particularmente hilária como a poodle que é apaixonada pelo protagonista, enquanto Albert Brooks e Dana Carvey entregam performances vocais marcantes para um falcão e um cachorro idoso, respectivamente. O segredo com Pets é não esperar uma mensagem profunda – são 87 minutos bem gastos e agradáveis no cinema, e às vezes isso é o bastante.

✰✰✰ (3/5)

5

Sing Street (Irlanda/Inglaterra/EUA, 2016)
Direção e roteiro: John Carney
Elenco: Ferdia Walsh-Peelo, Kelly Thornton, Maria Doyle Kennedy, Jack Reynor, Aidan Gillen, Lucy Boynton
106 minutos

Há algo sobre os anos 80 que faz histórias de amadurecimento parecerem mais encantadoras. Talvez seja o fato de que a cultura jovem da época dominava a narrativa pop de uma forma bem diferente da qual domina hoje em dia. Com The Cure, o new romantic, Boy George e Duran Duran, a efervescência cultural da década borbulha em Sing Street, musical do diretor John Carney (Apenas Uma Vez) que o vê retornando às suas raízes independentes após Mesmo Se Nada Dar Certo (2013). Saem de cena sentenças equivocadas sobre o mercado fonográfico e entra um encantamento mais genuíno pela música e pela estética que vem com ela. Esse não é um filme ingênuo sobre como ser bem-sucedido no showbusiness – é um filme sobre como a arte muda a vida das pessoas, e esse é um tipo de idealismo que eu estou disposto a comprar. À frente do filme está o jovem Ferdia Walsh-Peelo, que entrega uma interpretação exemplarmente sensível na pele de um garoto que é transferido para uma escola muito mais severa e monta uma banda para impressionar a aspirante à modelo que conhece em um de seus primeiros dias, interpretada por Lucy Boynton. Em casa, seu irmão mais velho, que desistiu da faculdade, lhe ensina sobre música, enquanto os pais estão absortos demais em problemas maritais para notar qualquer coisa.

A alienação e complicada relação familiar que Carney retrata aqui é talvez seu mais bem-sucedido empreendimento no filme, guiando Maria Doyle Kennedy e Aidan Gillen por uma relação de marido e mulher conturbada enquanto Jack Reynor rouba cenas com uma atuação focada e genuína. A frustração do irmão do protagonista, interpretado por Reynor, é o que dá combustível para o filme seguir em sua jornada musical e narrativa, enquanto composições deliciosamente grudentas alimentam a banda fictícia do filme e Carney nos guia por observações artísticas precisas e marcantes. Nessa altura de sua carreira, é óbvio que Carney ama música – mas Sing Street é o primeiro filme em que isso é traduzido de verdade.

✰✰✰✰ (4/5)

6

(Des)encontro Perfeito (Man Up, Inglaterra, 2015)
Direção: Ben Palmer
Roteiro: Tess Morris
Elenco: Lake Bell, Simon Pegg, Phoebe Waller-Bridge, Sharon Horgan, Ken Scott, Harriet Walter, Henry Lloyd-Hughes, Rory Kinnear, Olivia Williams
88 minutos

Em um cenário cinematográfico, e especialmente um cenário de comédias românticas, em que conceitos tremendamente sexistas ainda reinam, Man Up (ignorem o título brasileiro) é um achado. Trata-se da história de duas pessoas que se encontram pelo acaso e se moldam e transformam mutuamente, descobrindo e explorando pontos fortes e fracos do outro enquanto se desenrolam de uma confusão que pode parecer previsível, mas não é tanto assim. A fórmula ganha um toque de modernidade pelas mãos da roteirista Tess Morris e do diretor Ben Palmer, que criam uma comédia ágil, hilária e envolvente com a ajuda de sua dupla de atores improvável. Lake Bell, americana, 36 anos, é um par curioso para Simon Pegg, britânico, 45 – conhecidos por projetos e estilos diametralmente opostos, os dois se conectam com facilidade surpreende e criam performances complementares de uma forma que só dois grandes atores poderiam. É um daqueles casais que deixa o público com vontade de ver mais, como um Tom Hanks & Meg Ryan mais ácido, ou um Alan Rickman & Emma Thompson menos complicado.

Visto que eles são tão eficientes, Palmer se vê livre para experimentar na direção, enquanto Morris pinta personagens improváveis ao redor da dupla central, que ajudam a colorir o filme, cujo ponto final é uma surreal e deliciosa sequência que não deve surpreender ninguém, mas encantar todo mundo. Man Up lida com temas espinhosos para outros filmes do gênero (por exemplo, aborda a diferença de idade dos protagonistas ao invés de fingir que ela não está lá), e coloca os defeitos de seus protagonistas à frente, explorando de verdade como suas diferenças os fazem complementares ao invés de apenas repetir o bordão “os opostos se atraem”. É um bem-vindo respiro de ar fresco para o gênero.

✰✰✰✰ (3,5/5)

7

Florence: Quem é Essa Mulher? (Florence Foster Jenkins, Inglaterra, 2016)
Direção: Stephen Frears
Roteiro: Nicholas Martin
Elenco: Meryl Streep, Hugh Grant, Simon Helberg, Rebecca Ferguson, Nina Arianda, Stanley Townsend
111 minutos

Vamos tirar uma coisa do caminho: Florence: Quem é Essa Mulher? é estupendamente atuado. Não há nada que Meryl Streep não saiba fazer, como já não é novidade para cinéfilos de plantão, e cantar mal não é exceção. Como a terrível cantora (mas maravilhosa mulher) Florence Foster Jenkins, ela engaja, emociona e faz rir ao habitar a personagem com a classe e a expressividade de sempre. Ao lado dela, Hugh Grant entrega uma de suas mais inteligentes e sutis performances, enquanto Simon Helberg constrói um personagem memorável nos trejeitos e na vida emocional rica que empresta a ele, e Nina Arianda é um dos elementos mais divertidos do filme. A direção de Stephen Frears é sofisticada como de costume, e o roteiro de Nicholas Martin faz crônica simples, mas eficiente, da vida e espírito de uma mulher formidável em tudo, menos em seu talento artístico. Dito todos esses elogios, Florence: Quem é Essa Mulher? em raros momentos ultrapassa a marca de “competente”.

Assim como o filme anterior de Frears, o também ótimo Philomena, é um drama contido de momentos emocionais raros e eficientes, que conta uma história real que merece ser ouvida – no entanto, a sua falta de arroubos narrativos, que passa por classicismo britânico, é também seu calcanhar de Aquiles. Florence confia em sua história, seus atores e seus personagens, e em certa medida é uma aposta acertada, que cria uma experiência narrativa agradável e recompensadora. É também, no entanto, uma aposta segura, daquelas que faz sentir que talvez algo a mais pudesse ser tirado daqui com um diretor que ousasse deixar o espírito da Florence Foster Jenkins real voar mais alto que os puros fatos de sua história.

✰✰✰✰ (3,5/5)

8

O Bom Gigante Amigo (The BFG, EUA/Índia, 2016)
Direção: Steven Spielberg
Roteiro: Melissa Mathison, baseada no livro de Roald Dahl
Elenco: Mark Rylance, Ruby Barnhill, Penelope Wilton, Jermaine Clement, Rebecca Hall, Rafe Spall, Bill Hader
117 minutos

Há algo de especial em O Bom Gigante Amigo, mas há algo de não-realizado também. Adaptando uma amada história do mesmo autor de A Fantástica Fábrica de Chocolate, Steven Spielberg parece ansioso para voltar a um mundo imaginativo (e digital) após investidas em dramas sóbrios – tão ansioso que releva um roteiro falho de sua velha colaboradora Melissa Mathison (E.T.). O resultado é um espetáculo de efeitos especiais dirigido com maestria, mas pouco empolgante ou encantador. Há algo de desajustado e mal concebido no mundo criado e renderizado por Spielberg e sua equipe, mas o diretor encontra momentos de brilhantismo mesmo assim: a cena da perseguição na casa do Bom Gigante Amigo, feita em um único take, é mais classicamente Spielberg que qualquer coisa nos seus últimos filmes, assim como o momento em que os protagonistas vão “caçar sonhos” em um lago mágico. É difícil imaginar algum outro diretor dando vida a essa história, mas talvez ela não estivesse destinada a uma adaptação mesmo, porque O Bom Gigante Amigo é, acima de tudo, descartável.

Isso mesmo considerando uma esperta performance de captura digital de Mark Rylance, recém-saído de seu Oscar por Ponte dos Espiões, também de Spielberg. Expressivo, engraçado e envolvente, o ator britânico interage de forma adorável com a jovem e talentosa Ruby Barnhill. Fora dos dois protagonistas, o roteiro de O Bom Gigante Amigo falha em criar um único coadjuvante memorável (e mantenha em mente que o filme tem uma participação proeminente da Rainha da Inglaterra, feita por Penelope Wilton), e como resultado parece um filme estranhamente vazio, um exercício de nostalgia para Spielberg que não funciona muito bem para mais ninguém.

✰✰✰ (3/5)

9

Meu Amigo o Dragão (Pete’s Dragon, EUA, 2016)
Direção: David Lowery
Roteiro: David Lowery & Toby Halbrooks
Elenco: Bryce Dallas Howard, Robert Redford, Oakes Fegley, Oona Laurence, Wes Bentley, Karl Urban, Isiah Whitlock Jr
103 minutos

Mais uma aposta da Disney em 2016, Meu Amigo o Dragão pode ser visto como o oposto de O Bom Gigante Amigo, no sentido em que é verdadeiramente especial por conta de seu diretor e roteiro. David Lowery, que impressionou com o longa Ain’t Them Bodies Saints, pinta um retrato bucólico dos EUA com uma fotografia que é uma obra de arte, uma trilha-sonora folk e uma história encantadora que, essa sim, reproduz a magia de filmes infantis de outros tempos. Na trama, um jovem fica órfão após um acidente de carro de sua família, e acaba passando anos na floresta, acompanhado apenas de um dragão que todos os habitantes da cidade mais próxima tratam como mito. Os personagens aqui são simplistas, facilmente compreensíveis, mas isso não os faz maniqueístas ou mal-construídos – atores como Bryce Dallas Howard, Robert Redford, Wes Bentley e Karl Urban emprestam seus rostos e carismas a uma reunião de personagens que provém o suporte necessário para a trama brilhar e os efeitos, ainda que criados por um orçamento bem menor que o normal (US$65 milhões), encantarem.

O olhar do diretor Lowery, sua sensibilidade para esse conto belo e descomplicado, é o que faz Meu Amigo o Dragão uma preciosidade do cinema infanto-juvenil de 2016. Em meio a épicos auto-centrados, animações sem mensagem e um diretor veterano indulgente e fora de forma, esse pequeno filme brilha com um idealismo, uma paixão e uma sinceridade tremendas. Quem se entregar a Meu Amigo o Dragão vai encontrar uma fábula marcante, uma aventura empolgante, e um pedaço de cinema tremendamente bem balanceado. Não dá para pedir mais.

✰✰✰✰✰ (4,5/5)

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